O que gestão e tecnologia têm a ver?

Marcio Viana.

Pensar em tecnologia no trabalho não se resume a vislumbrar colaboradores usando computadores rápidos para executar tarefas que, no passado, eram manuais: temos que lembrar que a tecnologia trouxe a instantaneidade, uma nova maneira de trabalhar para atender às demandas e tomar decisões assertivas – o que se tornou possível a todo momento. Não se trata de roubar empregos, e sim, de abrir possibilidades para um melhor aproveitamento humano, deixando que as máquinas façam as atividades repetitivas e estritamente operacionais.

Hoje, não existe gestão empresarial bem executada sem tecnologia. Isso porque não foram só os processos que foram influenciados: a maneira de comandar as empresas também teve que se adaptar à nova realidade. Observe o seguinte: se o seu concorrente baixar o preço de um produto em 30%, vale ou não a pena acompanhá-lo? Será que a iniciativa é sustentável ou tal ação resultará em prejuízo? A partir do momento que a tecnologia amplia o alcance das informações, ela também exige rapidez nas respostas, possibilitando que a estratégia seja aplicada a tempo de reagir com as mudanças do mercado. Se antes eram necessários diversos dias para a obtenção de resultados, agora, os dashboards que funcionam em nuvem permitem que o andamento de toda a operação seja obtido com poucos cliques – e todos os executivos da empresa conseguem analisar ao mesmo tempo, mesmo a milhares de quilômetros de distância entre eles.

Com processos operacionais executados mais rapidamente e com mais confiabilidade, os gestores podem focar seus esforços em estratégias, utilizando as informações para o desenvolvimento de novos produtos, novas formas de atender o cliente, ou simplesmente para inovar seus negócios. Com mais tempo, é possível pensar em pessoas e em seu desenvolvimento, transformando ainda mais um mercado de trabalho que se tornou global e integrado. Já não é necessário que todos os colaboradores estejam em um mesmo ambiente físico. A tecnologia permite que cada um trabalhe de forma remota mas ainda seja capaz de interagir com os demais, contribuindo para os resultados, e ainda podendo integrar equipes e trabalhar conjuntamente e ao mesmo tempo nos projetos, o que nem sempre era possível no passado.

Não há uma grande empresa que consiga estar à frente de seu mercado sem usar a tecnologia. Além de ser imprescindível para atingir seus clientes nessa era da informação, ela também permeia todos os tipos de contatos recebidos – afinal, quem não vai admitir que o WhatsApp virou o novo e-mail? Ou que as mídias sociais exercem um importante papel na divulgação de seus produtos e serviços? Ignorar a tecnologia para a gestão empresarial é assinar o suicídio de seu negócio. Porque inovar não significa necessariamente criar novas soluções, pode ser apenas fazer de maneira mais efetiva o que você já faz. Acredite, a tecnologia é a melhor parceira que você pode ter. Invista!

O artigo foi escrito por Márcio Viana, que é diretor executivo da TOTVS Curitiba.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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