RH não é um departamento que só dá despesas, mas pode ser um centro de lucro das empresas

É muito comum ouvirmos hoje afirmações do tipo o RH é um mal necessário nas empresas e só dá despesas, ou ainda o RH só pensa em gastar e os resultados são pequenos. Essas e outras frases neste mesmo tom acabam colocando a área de Recursos Humanos das empresas na berlinda e candidatas potenciais a terem seus projetos cortados em prenúncios de crise.  Ou seja, nem bem a crise se instalou, e já se iniciam os cortes de gastos, começando, é claro, pelos projetos do RH.

Eu conversei com alguns consultores de empresas e eles me disseram que este pensamento pode ser mudado caso a área de RH se volte para metas e objetivos exclusivos da empresa e, principalmente, adote um instrumental de gestão de pessoas que agregue valor à organização e se mostre eficaz nos resultados. O professor e consultor empresarial, Sergio Lopes, aponta algumas sugestões, que se forem adotadas podem fazer com que o setor de Recursos Humanos perca a fama de centro de custo e se transforme em centro de lucro.

Em primeiro lugar é fundamental que o RH só promova treinamentos que realmente agreguem valor aos processos internos da empresa. O segundo ponto essencial é ser eficaz nas contratações de novos colaboradores, praticando uma metodologia que contemple entrevistas por competências e testes técnicos práticos, de forma a descobrir se o que está escrito no currículo tem equivalência na prática. E não se esquecer de buscar evidências de empregos anteriores e confirmar cursos relacionados no currículo através de diplomas e certificados.

O terceiro item é firmar parcerias com demais gestores da empresa para evitar demissões tempestivas e gastos com indenizações evitáveis. Isto significa empreender todo esforço possível em programas de capacitação de lideranças, com o objetivo de torná-los conscientes de que a gestão de pessoas numa empresa é dever de todos e não só do RH.

Outro ponto essencial que não pode ser esquecido pelos gestores de RH é praticar o recrutamento interno aproveitando ao máximo a mão de obra interna para promoções. Com isso, se evitam gastos com recrutamento e seleções externas. Também é fundamental fiscalizar rigidamente o cumprimento da legislação e da convenção, a fim de evitar, ao máximo, o crescimento do passivo trabalhista.

É também obrigação do RH introduzir programas de recompensas por melhoria de processos e ganhos de produtividade. Esses programas são poderosos instrumentos de motivação e  fortalecem o espírito de equipe e o trabalho coletivo, pois estimulam os colaboradores a criarem e inovarem em equipes multifuncionais com o objetivo de contribuir com a melhoria da qualidade e da produtividade dos processos e, ao mesmo tempo, serem recompensados por pensarem “fora da caixa”.

Por fim, Sergio Lopes destaca que é importante que o RH revise o pacote de benefícios e analise detalhadamente quantidades e frequências de utilização, otimizando ofertas e buscando alternativas mais econômicas sem perder a qualidade do pacote atual. É preciso ficar atento aos valores que a empresa paga pelos benefícios contratados em contrapartida às suas utilizações por parte dos colaboradores e, eventualmente, de seus familiares. “Acompanhar quantitativos das faturas e comparar com alternativas de mercado é um dever da área de RH, de forma a oferecer para a empresa frequentemente estudos comparativos de custos x benefícios e alternativas de mudança tendo em vista a manutenção do equilíbrio financeiro dos benefícios sociais”, alerta o consultor empresarial.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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