Empresas e clubes amadores de corridas de rua possuem muitas correlações, que podem ser aproveitadas por ambas as partes

Embora possa parecer estranho, existe muita correlação entre Esportes e Empresas. Ambos lidam com fatores semelhantes, como por exemplo objetivos, motivação, liderança, trabalho em equipe e gestão de pessoas. Esta mesma semelhança ocorre também entre os clubes amadores de corrida de rua e a gestão empresarial.

O professor da Unip e consultor empresarial,  Josadak Marçola, aponta algumas dessas correlações. A primeira delas é a diversidade.  Os corredores de rua são formados por pessoas heterogêneas quanto à faixa etária, sexo, atuação profissional, disponibilidade de horários, entre outros aspectos, tendo em comum somente o amor pela corrida. Muitas empresas inserem a palavra diversidade no conjunto de valores da companhia, mas aplicar e lidar cotidianamente com a diversidade é complexo.

A segunda semelhança são os objetivos e metas. No caso dos corredores de rua, os objetivos e as metas são totalmente distintos, o mesmo ocorre com cada tipo de empresa.

A terceira correlação diz respeito a liderança. É importante que o treinador lidere positivamente a equipe, respeitando os objetivos, metas e limites de cada corredor amador, desafiando-os de forma paulatina no tempo e formando um ambiente organizacional alegre e motivador, de maneira muito profissional. Agora, liderar não é fácil mas é extremamente necessário. No cenário atual, e nos clubes de corrida, o líder servidor, aquele que inspira a equipe, serve aos seus comandados, que conquista a confiança e o respeito do grupo.

Técnica, processo, planejamento, medição e controle é outra correlação entre empresas e corredores de rua. Assim como nas empresas, é importante que haja um profissional qualificado para aplicar as técnicas corretas para cada tipo de corredor, definir formalmente os processos de negócio e planejamento dos treinamentos, além de promover a medição, monitoramento e controle desse processo. “ Valorize a formação. Nada mais prático do que uma boa teoria. É muito mais positivo, em todas as esferas e dimensões, ter profissionais de nível técnico adequado para executar as atividades. Sai melhor, mais bonito, mais barato e mais rápido”, afirma Marçola.

Mesmo com todo o amadorismo presente, é necessário disciplina, para manter a regularidade, presença, frequência e cumprimento dos treinos estipulados, para evitar lesões, que ocasionarão interrupção da atividade – e isso é muito desalentador – assim como melhorar de forma incremental o resultado e estado físico de conclusão da prova (temos que terminar a prova bem, temos que retornar para casa bem). Não vale o mesmo para nosso trabalho?, indaga Marçola.

Outra semelhança entre empresas e corredores de rua é a colaboração. Na maioria dos clubes de corrida, por exemplo, não ocorre competição. Os amigos se ajudam – quer seja nos treinos ou nas corridas, diminuindo passo para correr junto, ou abandonando a corrida quando um amigo se sente mal e desiste da corrida. E é neste ponto que Josadak Marçola chama a atenção para que as empresas repensem seus modelos e crenças errôneas de promoverem a competição, até internamente entre os departamentos com intuito de obter promoção ou participação nos lucros e resultados para um modelo mais colaborativo, onde ao final todos sairão ganhando.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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