Contribuição sindical facultativa muda relação trabalhador e empresa

Diante das muitas mudanças obtidas por meio da Reforma Trabalhista, uma persiste em estar em debate: a facultatividade das contribuições sindicais. Ocorre que, como era de se esperar, os sindicatos não aceitaram bem essa medida que atinge em cheio sua principal fonte de renda e buscam na Justiça a reversão desse ponto.

Fato é que as entidades viram sua arrecadação cair em 88% nos quatro primeiros meses de 2018, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e recentemente tiveram mais uma pesada derrota no Supremo Tribunal Federal (STF), que não aceitou a retomada das contribuições. A luta dessas organizações continua, contudo, muitos já querem contornar esse impacto se mostrando mais atuantes junto aos trabalhadores, buscando conquistar antigos e novos associados.

Muda relação trabalhador e empresa

A lei como um todo mostrou a fragilidade dos sindicatos, pois fato é que não foram apenas as contribuições dos sindicatos que caíram. Sua importância nas negociações também. A reforma trabalhista tem feito empregados e empresas mudarem a forma de negociar.

O supervisor trabalhista da Confirp, Daniel Raimundo dos Santos, explica que, com a Reforma, ocorreu a mudança no artigo que discorre sobre a obrigatoriedade de o empregador proceder com o desconto no mês de março de cada ano, em folha de pagamento, do montante da contribuição sindical anual, que passa a ser devida apenas ao empregado que expressamente autorizou tal recolhimento.

“É importante observar que a norma inverteu o procedimento atualmente adotado, pois não haverá mais a necessidade de uma carta de oposição feita pelo empregado para evitar o desconto de determinadas contribuições sindicais em folha de pagamento. A partir de então, o empregado que desejar recolher a contribuição sindical deverá se manifestar expressamente para o empregador prosseguir com o desconto”, explica o supervisor da Confirp.

Ele explica que para as empresas se tornaram muito mais fáceis as negociações, que agora focam mais diretamente nos interesses dos colaboradores, simplificando acordos e decisões. Importante fato é que o debate foco a real questão, que é se os sindicatos realmente estão oferecendo aos profissionais o que seria o seu papel oferecer.

“Não acreditamos no fim do sindicato, mas é importante discutir o modelo de sindicalismo que vigora no Brasil. Para diversos especialistas, esse modelo já se esgotou há muitos anos, se assemelhando ao modelo político, que faz com que os cidadãos não se sintam representados, assim, a necessidade de mudança vem na hora certa, sendo benéfica a todos”, finaliza Daniel dos Santos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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