Indústria de Campo Largo aposta no mercado de bebidas saudáveis e funcionais e investe no lançamento de novos produtos

O mercado de bebidas com apelo funcional e saudável já está consolidado no Brasil e apesar da retração da economia, vem apresentando resultados animadores. Só a categoria de bebidas funcionais tem crescido 20% em média ao ano, enquanto que o consumo de sucos integrais aumentou 31% entre 2012 e 2017 e deve chegar a dois bilhões e meio de litros até 2022. No ano passado, calcula-se que 275 milhões de litros de sucos integrais, sem adição de açúcar, foram consumidos pelos brasileiros, segundo levantamento da Euromonitor.
De olho neste mercado, a empresa paranaense Famíglia Zanlorenzi, que é uma das mais importantes indústrias de bebidas do Brasil com a marca Campo Largo, vem apostando no mercado de bebidas saudáveis e funcionais, que hoje já representa mais de 50% do seu faturamento. Eu conversei com o diretor-presidente da companhia, o empresário Giorgeo Zanlorenzi (foto), e ele me disse que o Brasil é hoje o quarto país do mundo com maior consumo de alimentos saudáveis e neste sentido a indústria, com sede em Campo Largo, tem realizado grandes investimentos na área. No ano passado, inaugurou a fábrica destinada à produção de sucos integrais e funcionais, que recebeu investimento de R$ 40 milhões.
O presidente da Famíglia Zanlorenzi lembra que em 2010 a empresa começou a produzir sucos aproveitando a uva usada para fazer vinhos, dando então início a um trabalho de vida saudável. Quatro anos depois começou a fabricar suco de maçã e no início de 2015 foram lançados os sucos de frutas e vegetais, acompanhando uma tendência mundial de crescimento.
Kombucha reforça ampliação do portfólio da Campo Largo
E agora, reforçando o pilar de inovação da marca Campo Largo e ampliando o seu portfólio, a indústria paranaense é a primeira do Brasil a produzir a Kombucha, que já começou a ser distribuída para todo o País. Para quem ainda não conhece, a Kombucha é uma bebida indiana milenar. Obtida por fermentação natural em duas etapas, a fabricação da Kombucha inicia em uma base de chá verde, onde é adicionado o S.C.O.B.Y. (a sigla de Symbiotic Culture Of Bacteria and Yeast, que em português significa cultura simbiótica de bactérias e leveduras), um conjunto de bactérias e leveduras reunidos em uma massa similar a uma panqueca.
Após esta primeira etapa, os produtos recebem a saborização e são envasados. O processo é finalizado dentro da própria embalagem, com a segunda fermentação ocorrendo pós-envase (sem conservadores, o produto tem shelf life de 4 meses e deve ser armazenado no refrigerador). Como benefícios do consumo, a Kombucha repõe a flora intestinal, a partir da existência em sua fórmula dos probióticos, responsáveis pela melhor absorção dos nutrientes e também pelo equilíbrio do metabolismo.
O grande diferencial da Kombucha Campo Largo é a refrescância e o sabor, este um dos pilares da marca. Para potencializar o paladar e ainda assim manter as baixas calorias, a Kombucha é equilibrada com a stevia, um adoçante natural, para suavizar a sua característica sensorial um pouco avinagrada, devido ao seu processo de fermentação natural.
“A recomendação de consumo diário é de 150ml a 300 ml, tendo o período matutino, especialmente o café da manhã como sugestão, uma vez que neste período o intestino pede por nutrientes, por ter desintoxicado durante à noite, no processo do sono. Os efeitos benéficos da Kombucha podem aumentar em 30% se consumida pela manhã”, sugere a nutricionista Aline Quissak.
Como benefícios do consumo, graças às suas qualidades probióticas, a Kombucha auxilia na saúde intestinal, na manutenção do peso saudável e na imunidade do organismo. Naturalmente gaseificada e vendida em todo o Brasil, a Kombucha é disponibilizada em embalagens de 300 ml, inicialmente nas versões Manga & Cúrcuma, Hibisco & Cranberry e Limão, Matcha & Gengibre,
Zanlorenzi chamou minha atenção para os negócios com a Kombucha nos Estados Unidos, que atingem a cifra de US$ 1 bilhão ao ano. Só no desenvolvimento da pesquisa e testes da nova bebida funcional, a Campo Largo investiu R$ 280 mil. E embora este seja um mercado novo, a venda da Kombucha deverá representar um crescimento de 1,5% nas receitas da indústria.
Com o faturamento crescendo acima de dois dígitos ao ano, a Famiglia Zanlorenzi não para de investir em novos produtos saudáveis. No início de outubro estará lançando a água de coco na embalagem pet asséptico. A água de coco com a marca Campo Largo é a primeira do País a ser vendida em embalagem plástica e refrigerada.








