Copa do Mundo deve criar mais de 3,5 milhões de vagas na construção civil
A construção civil promete ser o motor da economia brasileira nos próximos cinco anos. A preparação para a Copa do Mundo de 2014 deve transformar o país em um grande canteiro de obras, o que permite ao setor fazer planos para reiniciar o ciclo de crescimento interrompido em 2008 pela crise mundial. As empresas da construção civil já registram melhoras, e garantem que o segmento passará por um aumento de contratações para atender á demanda.
Na avaliação dos representantes e especialistas, a construção civil deverá ganhar maior participação no PIB a partir do ano que vem. Até o ano passado, a indústria da construção representava 5,1% das riquezas do País. Para o diretor-presidente da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi), Carlos Mauício Lima de Paula Barros, a Copa do Mundo de 2014 vai aumentar os investimentos em infraestrutura pelo menos até o ano de sua realização, aquecendo a construção civil em seus diversos segmentos. O otimismo das empresas tem base no volume de investimentos prometidos para o setor, que variam de R$ 60 bilhões a R$ 100 bilhões. Especialistas estimam que, a cada R$ 1 milhão em investimentos na construção civil são criados 58 empregos, sendo 33 empregos diretos e 25 indiretos. Isso significaria a geração de pelo menos 3,5 milhões de vagas. Para Barros, o crescimento do setor deve aumentar o número de empregos principalmente em empresas de projeto, consultoria, edificações e construção industrial.
A expectativa dos empresários do setor aumentou após o anúncio das 12 cidades que vão receber os jogos da Copa e deverão se adequar á s exiências da Fifa. E as beneficiadas não serão apenas as cidades-sede. Segundo Barros, tais melhorias deverão acontecer também em cerca de 200 municípios vizinhos, que receberão seleções e, principalmente, turistas.








