Inflação em Curitiba é a mais alta do país
A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) teve a maior inflação registrada no peíodo de janeiro a julho de 2009 no Brasil. A variação foi de 4,10%, enquanto a média nacional foi de 2.99% no peíodo. A análise integra o primeiro Boletim Econômico sobre a Inflação na RMC, primeira publicação do Laboratório de Finanças (Labfin) da Escola de Negócios da Universidade Positivo, lançado neste mês, que terá periodicidade mensal.A pesquisa inédita foi produzida por professores e alunos do curso de Economia da UP a partir do ándice Nacional de Preços ao Consumidor (IPC) para a RMC, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base nas despesas de consumo das famílias com renda de um a seis salários mínimos. Segundo o coordenador do curso de Economia da Universidade Positivo e responsável pelo Labfin, Jackson Bittencourt, Curitiba ganha agora uma análise detalhada da inflação registrada na região metropolitana, a exemplo do que acontece em outras capitais do país. No primeiro boletim, foi realizado um levantamento das despesas que mais contribuíram para inflação registrada na RMC nos sete primeiros meses do ano. Além dos boletins mensais, a intenção é produzir comparativos por peíodo, como apresentado nesta primeira edição.A RMC registrou a maior inflação do país no acumulado de janeiro a julho deste ano, uma variação de 4,10%. Ficou á frente de outras regiões metropolitanas do país, como São Paulo (3,37%), Belo Horizonte (2,92%), Porto Alegre (2,75%), Salvador (2,72%) e Rio de Janeiro (2,71%). A média nacional foi de 2,99%.Os grupos de despesas que mais contribuíram para a inflação acumulada no peíodo foram as despesas pessoais (8,41%), educação (5,46%), transportes (5,09%) e habitação (4,79%). cigarro, itens de mobiliário e transporte urbano foram alguns dos itens que mais pressionaram a inflação até julho deste ano. Entre os produtos que compõem a cesta básica, a batata inglesa, o leite pasteurizado, a alface e o açúcar foram os que tiveram maior alta.Segundo Bittencourt, os reajustes de mensalidades escolares e o aumento da passagem de ônibus em Curitiba no primeiro mês do ano foram dois fatos que contribuíram para a variação elevada da inflação na cidade. O coordenador do Labfin espera que no segundo semestre do ano as pressões inflacionárias diminuam. Mesmo assim, a previsão é de que a inflação ultrapasse a variação dos 5% para as famílias de menor renda.








