Imóveis de luxo não perdem valor com a crise
A crise financeira mundial, que começou com a quebra dos créditos para o mercado imobiliário norte-americano, não se refletiu na mesma proporção aqui no Brasil, tampouco afetou o mercado imobiliário nacional. Os lançamentos continuam e, de acordo com levantamento do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominal (Inpespar), foram colocados á venda até março deste ano cerca de oito mil unidades apenas no Paraná, sendo 250 com valores acima de R$1 milhão.De acordo com o especialista Christophe Rioux, diretor do Pólo Luxo do Instituto Superior de Comércio de Paris, na crise há muitas oportunidades e, entre elas, estão os imóveis de luxoNa avaliação de Rioux, o consumo de luxo em países como  Brasil, Rússia, ándia e China (BRICs) , pois é uma categoria da sociedade que continua investindo, independente da crise.Entre 2004 e 2008, a valorização média do metro quadrado alcançou 75,48%, de acordo com o Inpespar. O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo, Sinduscon-SP, avalia que os imóveis possam ter ainda nesse ano um acréscimo de valor na ordem de 5% a 7%. A tendência mundial se reflete em todas as capitais brasileiras. Em Curitiba, a construtora San Remo dedica-se ao setor de luxo imobiliário há quase três décadas e recentemente entregou, no Batel, o . Maison Classique, com apartamentos de duas ou três suítes e uma ampla sala para três ambientes.O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Gustavo Selig, vê no mercado de luxo paranaense uma grande demanda por imóveis de qualidade. São vendidos cerca de 60% a 70% dos imóveis ainda durante a execução da obra. As unidades são comercializadas rapidamente.








