Para CNI, taxação de capital estrangeiro é positiva
A taxação em 2% da entrada de capital estrangeiro para investimentos em renda fixa e variável, anunciada nesta segunda-feira (19) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi considerada positiva pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto (foto). O governo, que tem um raio de manobra efetivamente pequeno sobre o cá¢mbio, tinha de fazer alguma coisa, dar um sinal ao mercado de que está disposto a evitar um agravamento do processo de valorização do real, que vem penalizando fortemente o setor exportador brasileiroâ€, avaliou Monteiro Neto.
Ele lembrou que a moeda brasileira foi a que teve a maior valorização frente ao dólar neste ano: 26,7%. E isso preocupa a indústria porque as exportações de produtos manufaturados tiveram queda acentuada neste ano na comparação com o mesmo peíodo de 2008. A valorização acumulada do real é de quase 30%, sendo que as exportações de manufaturados caíram os mesmos 30% até setembro ante igual peíodo de 2008. O governo sabe da inquietação dos exportadores, porque isso afeta também o emprego na indústriaâ€, afirmou o presidente da CNI.
Monteiro Neto disse que, além de fazer o país perder competitividade no exterior de maneira mais imediata e perder mercado para concorrentes como a China, a valorização do real também tem reflexos no longo prazo. Um dos preços que o investidor leva em consideração é o cá¢mbio. E uma das coisas que mais tem impactado a economia brasileira é a taxa de investimento, que está em queda. Se as exportações vão ficando mais caras e as importações mais baratas, o investimento produtivo será afetadoâ€, finalizou.








