82% dos profissionais de tecnologia são favoráveis ao ativismo corporativo

82% dos profissionais de tecnologia são favoráveis ao ativismo corporativo

Pesquisa com profissionais da área de tecnologia descobriu que, de maneira ampla, o sentimento em relação aos CEOs que abordam temas sociais relevantes é bastante positivo. De acordo com o estudo CEO Activism in 2018: The Tech Effect, encomendado pela Weber Shandwick, agência global líder em comunicação, e realizado em parceria com a KRC Research, 82% dos profissionais do ramo tecnologia têm opinião favorável sobre CEOs ativistas e 81% acreditam que os CEOs têm a responsabilidade de posicionar-se sobre questões importantes para a sociedade. O estudo foi conduzido entre os meses de maio de junho, com 502 profissionais da área de tecnologia, em sete mercados: Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, Índia, México e reino Unido. No Brasil, 50 profissionais foram ouvidos, dos quais 90% são simpáticos ao ativismo corporativo.

“A nova geração de profissionais de tecnologia tem sido muito procurada por empresas de todos os mercados e setores”, afirma Andy Polansky, CEO global da Weber Shandwick. “Eles apresentam alto nível de especialização e habilidades avançadas, o que os torna interessantes para todo o tipo de empresa. Nosso estudo, o primeiro que compreende este público, mostra que o ativismo corporativo não vai desaparecer e que espera-se, cada vez mais, que os CEOs defendam seus princípios no que diz respeito às questões sociais”.

O entusiasmo em relação ao ativismo corporativo é alto em todos os mercados estudados. Independentemente de onde os profissionais de tecnologia estão localizados, a atividade é vista de maneira extremamente positiva.

Essa visão não é exclusividade dos profissionais do setor de tecnologia. Na verdade, os profissionais de tecnologia que trabalham para empresas do mesmo ramo têm posição mais favorável do que aqueles que trabalham em companhias de outros setores (86% contra 81%, respectivamente).

“A semelhança neste percentual sugere que os trabalhadores compartilham valores que transcendem as indústrias nas quais trabalham”, diz Chris Perry, Chief Digital Officer da Weber Shandwick. “Em um mundo complexo e hiperconectado, a nova geração de talentos na área tecnologia está bem ciente das mudanças em curso e prefere atuar junto a líderes que estão resolvendo os desafios comerciais e sociais de amanhã”.

CEOs constroem a lealdade à empresa ao defender valores sociais

Aproximadamente nove entre dez profissionais de tecnologia – 88% – concordam com a afirmação “Os CEOs precisam se posicionar quando os valores de sua empresa são violados ou ameaçados” e, quando perguntados sobre as razões pelas quais os CEOs tomam partido publicamente sobre essas questões, 35% acreditam que se trata de “honestidade e alinhamento com os valores da empresa”. Claramente, existe uma expectativa de que CEOs representem a cultura e os valores da organização de maneira firme frente ao público.

A ligação entre os valores das empresas e o ativismo corporativo expressado pelos CEOs não pode ser negligenciada. 79% desses profissionais de tecnologia afirmam que seriam mais leais aos seus empregadores se seus CEOs assumissem posições públicas sobre fatos e questões socialmente relevantes.

Mulheres são mais favoráveis ao ativismo corporativo

De maneira ampla, as profissionais de tecnologia do sexo feminino expressam maior simpatia ao ativismo por parte dos CEOs do que os colegas do sexo masculino.
Elas são mais propensas a concordar que CEOs precisam defender os valores da empresa e que têm a responsabilidade de se posicionar. 80% das mulheres dizem que sua lealdade ao empregador aumentaria se suas organizações fossem lideradas por CEOs ativistas.

Significativamente maior que homens

A descoberta de que o ativismo corporativo importa tanto para mulheres deste segmento é importante no que diz respeito à atração e seleção dos talentos femininos. De acordo com um relatório da UNESCO, menos de 30% dos cientistas do mundo são mulheres, portanto, qualquer vantagem competitiva entre as empresas que estiverem disputando esses talentos fará a diferença.

As questões que profissionais de tecnologia querem que os CEOs abordem
Os entrevistados foram expostos a uma lista de 19 assuntos atuais para que identificassem sobre quais deles CEOs e outros líderes de negócios deveriam se pronunciar e expressar suas opiniões. Os temas mais citados por dois terços dos entrevistados foram:

1. Empregos, habilidades/treinamento (74%)
2. Igualdade salarial no local de trabalho (73%)
3. Privacidade e proteção de informações pessoais (72%)
4. Inteligência Artificial (68%)
5. Globalização (67%)
6. Igualdade de gênero (66%) e cobertura de planos de saúde (66%)

Enquanto os três primeiros itens – treinamento profissional, igualdade salarial e proteção de informações – são classificados como os três mais relevantes tanto dentro como fora do setor de tecnologia, igualdade ganha maior importância entre trabalhadores de outros segmentos. No Brasil, os temas mais requisitados são Inteligência Artificial e Liberdade de Expressão, ambos em primeiro lugar com 86%, seguidos de Empregos e habilidades/treinamento (84%) e Igualdade Salarial no Local de Trabalho 81%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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