Economia retraída e forte concorrência não são empecilhos para o crescimento do mercado de farmácias

Economia retraída e forte concorrência não são empecilhos para o crescimento do mercado de farmácias

Mesmo com a economia retraída, o mercado de farmácias vem crescendo a uma taxa de 5% a 8% ao ano. Atualmente, o Brasil já é o sexto maior mercado farmacêutico do mundo tendo ganhado duas posições e está atrás dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França. A previsão é que até 2022 o País chegará à quinta posição.

O crescimento do setor farmacêutico vem sendo impulsionado pela venda de produtos pela internet, aumento da oferta de medicamentos sem prescrição e a diversidade do mix de produtos das farmácias, que hoje incluem alimentos, acessórios e produtos de beleza e até produtos pet. Além disso, a concorrência entre as grandes marcas do mercado vem estabelecendo a criação de diferentes pontos de venda. Com isso, dependendo do bairro ou da rua, farmácias estão sendo abertas a cada esquina.

Eu tive acesso a uma pesquisa realizada no último mês de agosto pela consultoria Opinion Box, com mais de duas mil pessoas de todos os estados brasileiros, e que traz números interessantes sobre o mercado farmacêutico. Por exemplo: 78% dos consumidores vão à uma farmácia pelo menos uma vez por mês ou mais e 17% fazem compras uma vez por semana.

Em relação a gastos, 67% das pessoas gastam entre R$ 30 e R$ 100 a cada compra numa farmácia, sendo que para 18% dos consumidores entrevistados o gasto fica acima de R$ 100.

Entre os fatores que mais influenciam a escolha de uma farmácia estão o preço e promoções. Em seguida aparecem atendimento, distância da residência e variedade de produtos.

Já marca não é mais um dos itens que mais pesam na ida do consumidor à uma farmácia, aparecendo apenas na sétima posição. Quanto aos produtos mais vendidos em farmácias, a pesquisa da Opinion Box apontou os medicamentos sem receita médica com 73%; medicamentos com receita 71% e produtos de higiene pessoal com 61%. Por sua vez, a venda de utilidades para a casa correspondem a 7% das vendas das farmácias e comida com 4% .

Em nível de Brasil, as marcas de farmácias mais apontadas pelos consumidores foram Pague Menos, Droga Raia e Drogasil.

Por fim, a contratação de farmacêuticos também aumentou consideravelmente nos últimos três anos, principalmente na indústria. E isso se deve a produção dos medicamentos genéricos que barateou o custo para o consumidor final.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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