Conseguir dinheiro não é uma tarefa fácil. É preciso conhecer as melhores formas de financiamento para não colocar em risco o empreendimento

Não basta ter boas ideias ou um plano de negócios bem estruturado. Todo e qualquer negócio esteja ele iniciando ou expandindo, precisa de dinheiro. E é aí que muitos empresários acabam perdendo o sono, pensando na melhor forma de conseguir um empréstimo e onde obter o crédito mais barato. Antes de mais nada, essa é uma decisão difícil e de grande impacto para o futuro do negócio. Portanto, neste momento é fundamental ter muita cautela e raciocínio lógico.
Em primeiro lugar o empresário deve se perguntar se esse é o momento certo para captar recursos externos, já que uma decisão errada, colocará em risco tudo o que foi conquistado até agora.
Por exemplo, quem já pediu empréstimo a um banco, sabe bem o tamanho da dor de cabeça que é apresentar todas as garantias exigidas. Pesquisas realizadas pelo Sebrae e pela Febraban apontam que o maior motivo de recusa de crédito a empresários é justamente a falta de garantias reais ou avalistas por parte dos solicitantes.
Portanto, para oferecer as garantias necessárias, encontrar a melhor modalidade de crédito e ainda planejar bem o que se vai fazer com o dinheiro exige alguns passos. O primeiro deles é planejar. O empresário deve definir
com objetividade a finalidade do dinheiro e a quantia exata que será necessária.
O segundo passo é prestar atenção às finanças pessoais. Embora o dinheiro seja para a empresa, isso não significa que o CPF do empresário não será analisado. Então é bom se certificar de que as finanças pessoais estão em dia e o seu nome não consta no SPC ou no Serasa.
O terceiro passo é pesquisar as opções. Cada instituição financeira tem suas exigências, fatores de restrição, taxas, custos, prazos e limites. Isso tudo costuma variar bastante de banco para banco. Dessa forma, o empresário deve procurar por linhas de crédito destinadas especificamente à finalidade desejada, seja para capital de giro, compra de equipamentos ou ampliação do espaço físico, por exemplo.
O quarto passo é avaliar o custo do dinheiro. A taxa de juros que o banco cobra em cima do valor emprestado não é o único custo que a empresa terá ao pedir dinheiro. Os bancos também cobram taxas administrativas e, por isso, a referência para comparar as linhas de crédito é o Custo Efetivo Total.
Uma boa alternativa de empréstimo e financiamento para os pequenos empreendedores são as cooperativas de crédito, que oferecem os mesmos serviços que os bancos tradicionais, porém de forma facilitada, pois seu regime tributário é isento de PIS, Cofins e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.
Por fim, é importante atualizar o plano de negócios. Depois de escolher qual banco oferece as melhores condições, o empresário deve se preparar para convencer o gerente de que o projeto é viável e que a empresa terá capacidade para pagar as parcelas. Além das garantias exigidas, é importante elaborar um estudo com a análise de mercado que detalhe como o dinheiro tomado será aplicado. Agindo assim o empresário provará que é uma pessoa séria e que sabe o que está fazendo.








