Investimento em uma franquia de quiosques? Confira alguns mitos e verdades sobre o modelo

Investimento em uma franquia de quiosques? Confira alguns mitos e verdades sobre o modelo

Para realizar o sonho de ter o próprio negócio é necessário um bom planejamento e pesquisa de mercado. Apesar da insegurança econômica dos últimos anos que ronda o Brasil, o mercado de franquias vem se destacando como uma opção vantajosa para quem deseja investir. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o franchising teve um desempenho de 5,1% no primeiro trimestre de 2018, comparado ao mesmo período de 2017, com um aumento de R$ 1,8 bilhão no faturamento.

Além dos números positivos, apostar no setor de franquias oferece aos empreendedores uma segurança de investir em uma marca já testada. Porém, é necessário pesquisar tanto o ramo que deseja e também o modelo ideal para obter o sucesso esperado. Uma das alternativas são os quiosques, que oferecem um investimento mais baixo e menores custos. “Esse formato mesmo que seja pequeno, o empreendedor terá alta rentabilidade também”, completa Luzia Costa, fundadora da Sóbrancelhas.

A Sóbrancelhas, rede referência em embelezamento do olhar e da face, foi a pioneira em implantar quiosques de franquias no segmento de sobrancelhas e hoje mais de 40% das unidades da marca são neste formato.

Mas, será que existe algum segredo especial para o sucesso deste modelo? Luzia mostra o que é mito e verdade sobre investir em uma franquia com formato de quiosque. Confira:

O investimento no formato quiosque é mais baixo comparado a uma loja convencional.

Verdade!

O valor inicial para implantação do negócio é mais baixo, por conta do tamanho compacto e estrutura se comparado as lojas convencionais. Vale ressaltar também que este modelo não exige obra de adequação, tornando os custos de instalações e manutenção menores do que a loja convencional. Os custos operacionais, taxas de franquias e royalties são os mesmos para loja e quiosque, porém não são cobradas luva (compra do ponto comercial) nos shoppings referente instalação de quiosque.

Quiosques acabam sendo balcão de informações.

Mito!

Pensar desta forma é pensar pequeno. Os quiosques têm localização privilegiada e de alta movimentação de pessoas como os corredores dos shoppings, galerias, terminais, aeroportos etc. Esses locais passam a ideia de compra rápida e não intimidam qualquer tipo cliente se aproximar dos produtos, já que estão em seu trajeto.

O tamanho, a decoração e a ambientação dos quiosques são desagradáveis.

Mito!

A decoração desse modelo é o próprio quiosque. Um design personalizado consegue atrair mais a atenção do cliente que uma loja comum. O espaço compacto deve ser bem arquitetado para não sobrecarregar o ambiente ou deixa-lo apertado. A Sóbrancelhas, por exemplo, possui quiosques projetados para um bom aproveitamento do espaço dando a possibilidade de atendimentos simultâneos. São bem iluminados, possuem monitores interativos, vidros na parte superior e vitrine personalizada para exposição dos produtos.

As durações dos contratos de locação de espaço são menores.

Verdade!

Normalmente, ao contrário das lojas tradicionais, os contratos de locação para quiosques costumam valer por curtos períodos. Negociar com os administradores dos centros comerciais prazos maiores e compromissados é a solução. A vantagem do quiosque é a mobilidade, portanto, local pode ser testado e, além disso, é uma boa oportunidade para o franqueado testar o negócio antes de fazer um investimento maior em um formato tradicional.

O franqueado terá dificuldade de criar uma experiência de compra adequada.

Mito!

O cliente espera ser bem atendido em qualquer local que esteja disposto a consumir. O local precisa oferecer conforto e um bom atendimento, que é o grande segredo para atrair sua atenção.

O crescimento de quiosques tem sido alto nos últimos anos.

Verdade!

Hoje, existem quiosques dos mais variados segmentos. Qualquer shopping center tem no mínimo dois quiosques para completar seu mix de ofertas, representando uma considerável fatia em seu faturamento. A procura teve um maior aumento após o franchising entrar para este universo oferecendo investimentos mais baixos, oportunidades de expansão ou ainda testar a marca e seus produtos.

Quiosques não passam credibilidade para a marca.

Mito!

Nem pensar. Pelo contrário, os quiosques reforçam o conhecimento da marca. O consumidor pode passar pelo estabelecimento e observar de perto o serviço prestado pela rede sem precisar entrar na loja, o que poderia ser desconfortável para algumas pessoas.

Para quem ficou interessado em investir nesse formato, na Sóbrancelhas o modelo de negócio tem investimento a partir de R$ 127.4 mil, com faturamento mensal de aproximadamente R$ 40 mil reais e lucro líquido em torno de 30 a 40% do faturamento bruto.

Para 2018 a rede projeta dobrar o faturamento de 65 milhões e até o final de 2019 alcançar a marca de 300 operações.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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