Economia, insatisfação profissional e busca pela vocação fazem aumentar o número de autônomos

Economia, insatisfação profissional e busca pela vocação fazem aumentar o número de autônomos
Ana carolina de Luca.

Desde 2009, cresceu em mais de 39% a quantidade de microempreendedores segundo o IBGE. Brasileiros buscam reposicionamento profissional e um novo modo de vida. O ano era 2000 e a então contadora Nathy Simões (foto) fechou sua empresa de contabilidade para perseguir o sonho de infância: ser cabeleireira e barbeira. Além da inclinação natural para as tesouras, que apareceu no começo da adolescência, o que a motivou foi a infelicidade de trabalhar em um ambiente fechado e silencioso. “Sempre gostei muito de gente, para mim era difícil ficar sentada lá, trabalhando praticamente sem interação com outras pessoas”, conta. A mudança de profissão aconteceu quase na virada do século, em um outro cenário econômico, mas teve raiz em uma característica que se busca muito atualmente: satisfação profissional em sua plenitude.

Influência da personalidade

Ana Carolina de Luca.

A master coach Ana Carolina Di Luca, que também é analista de perfil comportamental, explica que a insatisfação no emprego acontece quando o perfil comportamental, valores intrínsecos e tipos psicológicos – registrados pelos psicólogos Marston e Spranger, e pelo psiquiatra e psicoterapeuta Jung respectivamente – do indivíduo não vão de acordo com a atividade que exerce. “O grande erro de uma empresa é contratar o funcionário com base apenas em seu currículo, sem levar em conta o perfil dele. Colocar uma pessoa extrovertida para trabalhar sozinha num escritório, sem contato com o mundo externo é acabar com o potencial dela”, defende Ana.

Deixando de lado o aspecto teórico, a coach acredita que muitas pessoas partem em busca de trabalhos autônomos para poderem sair dos meios tradicionais, que ainda não valorizam os funcionários como indivíduos e sim como grupos. “Muitos chefes são, na verdade, aventureiros que não sabem gerir uma equipe. Até a motivação é feita pensando no todo e não em cada um. Por exemplo: para uma pessoa, pode ser legal receber bonificação em dinheiro, quando para outra o melhor jeito de motivá-la seria presenteando-a com uma viagem”, explica a profissional.

O autônomo, fruto do desemprego e da vocação

Com 12,3 % da força de trabalho do país desempregada, muitas pessoas buscam novas formas de garantir a fonte de renda. Esse é o caso dos motoristas de aplicativo, que encontraram na tecnologia uma forma para contornar os dias difíceis, a rede mais famosa no Brasil tem mais de 500 mil motoristas.

Mas ficar sentado enfrentando o trânsito não é para todo mundo, e com a moda das barbas mais cheias, no estilo vintage, muitos empreendedores querem embarcar nesse negócio. Pensando nisso, a recém-inaugurada em Curitiba (PR) I-D Barber School, oferece cursos e workshops para profissionais que querem se dedicar às máquinas e tesouras. Localizada no Rebouças, a escola tem metodologia única, desenvolvida pelos sócios e empresários Vanessa Matos e Flávio Maia.

“Nosso curso é o mais completo do Brasil. Queremos que o futuro profissional se destaque no mercado, tendo o domínio sobre a barbearia”, detalha Vanessa. Para criar uma rede de suporte e aprendizado, a I-D sempre promove workshops e eventos sobre o assunto.

A I-D School como ferramenta de sucesso

O local recém-inaugurado tem 800 m², e é justamente espaçoso para que os profissionais possam se locomover e ter liberdade de movimentos. Ali também se localiza a barbearia para atender clientes, a loja de produtos especializados, e a área de lazer com sinuca, pebolim e bar. “São, ao todo, 12 educadores. Eles auxiliam e orientam, também, o estágio dos alunos que acontece na própria escola, para que eles possam viver a realidade e sentir segurança nos seus trabalhos”, detalha Flávio. O curso de iniciante tem duração de três meses, e depois o profissional pode se aperfeiçoar na própria escola com cursos mais avançados.

Mas a coach Ana Carolina lembra que para trabalhar como barbeiro e cabelereiro é preciso ter o perfil para o metiê. “Características de personalidade como ser carismático, comunicativo, alegre, calmo e um ótimo ouvinte são ideais para essas profissões”, detalha.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *