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Com grandes possibilidades de atuação, o Engenheiro Têxtil é um profissional em falta no mercado

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o Brasil possui mais de 30 mil empresas neste setor. Juntas, empregam mais de 1,5 milhão de trabalhadores e geram um faturamento anual de US$ 45 bilhões. Ainda assim, a Engenharia Têxtil é uma área menos conhecida e que até o final do século passado estava mais focada em vestuário e produtos de cama, mesa e banho. Mas, nos últimos anos, as novas aplicações de têxteis passaram a crescer exponencialmente, abrindo novos mercados e aumentando a procura por profissionais com esse conhecimento específico.

Atualmente, o engenheiro têxtil pode atuar em empresas de toda a cadeia têxtil, produzindo e confeccionando polímeros, fibras, fios e tecidos. Além disso, o mercado de tecidos técnicos cresce a cada dia, gerando novas oportunidades de trabalho na indústria automobilística, médica, esportivos, entre outras.

Em parceria com um engenheiro eletricista, também é possível produzir os chamados E-têxteis (tecidos que podem funcionar como eletrônicos e se comportam fisicamente como têxtil), possibilitando a criação de roupas que monitoram batimentos cardíacos ou almofadas capazes de atuar como um controle remoto. As possibilidades são infinitas!

Apesar de todas as possibilidades de atuação, ainda existem poucas faculdades de Engenharia Têxtil no Brasil. Em compensação, o diploma deste curso é reconhecido em todo o Mercosul, o que expande ainda mais as opções de emprego do graduado.

Durante a graduação, o estudante aprende todo o processo de transformação dos têxteis, suas propriedades e características. Também são desenvolvidos e incentivados projetos multidisciplinares em conjunto com outras áreas da engenharia como elétrica, mecânica, civil, química e materiais, para que o egresso esteja apto para lidar com todos os desafios de sua profissão.

Desenvolver tecidos antibacterianos, repelentes a insetos ou com proteção aos raios UV, projetar estruturas que suportem temperaturas extremamente altas ou que resistam a cargas e impactos, trabalhar em materiais que permitam excelência de rendimento em atletas ou que monitorem suas condições físicas são exemplos de alguns dos desafios típicos do engenheiro têxtil atual. No futuro esse tipo de atuação deve se intensificar, pois os têxteis estão se tornando cada vez mais importantes em vários ramos de atividade. A multidisciplinaridade e a relação com outras áreas da ciência serão primordiais no trabalho do engenheiro têxtil.

O artigo foi escrito por Fernando Barros de Vasconcelos, que é coordenador do curso de Engenharia Têxtil do Centro Universitário FEI.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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