Muitas empresas que atuam no comércio eletrônico não sabem determinar o preço correto de produtos ou serviços

Muitas empresas que atuam no comércio eletrônico não sabem determinar o preço correto de produtos ou serviços

Ao criar um comércio eletrônico, muitos empreendedores se preocupam com os produtos que vão vender, qual o domínio do site, se vão trabalhar ou não com algum marketplace, que para quem não sabe, é uma espécie de shopping virtual, que ferramentas vão utilizar ou quais estratégias de marketing devem seguir. Em meio a todas essas atividades, acabam deixando para segundo plano a formação de preços. Segundo pesquisa realizada pelo portal Preço Certo, a falta de preparo na hora da precificação é o principal motivo que faz com que 89% de todas as empresas no Brasil tenham suas vendas realizadas com lucratividade abaixo da esperada. Isso significa que muitos empresários estão perdendo dinheiro.

Por incrível que pareça, a verdade é que muitos lojistas estão copiando o preço da concorrência, ou então simplesmente aceitando a tabela sugerida dos fornecedores ou então precificando em uma planilha e lançando os produtos para venda logo em seguida.

O CEO da plataforma Preço Certo, especializada em gestão de preços e indicadores financeiros, o executivo Marcelo Roque, aponta alguns itens básicos do processo de precificação que todo lojista independente de estar começando ou se já tem um comércio eletrônico de sucesso deve aplicar em seu negócio.

Em primeiro lugar, para iniciar este processo, os empresários devem entender a sua realidade. Por exemplo: se o e-commerce é novo, muitas vezes não existe um histórico de venda, as pesquisas de mercado para consulta são poucas e é grande o interesse em trabalhar em cima de um produto ou serviço específico. Para os empresários que se enquadram nesse exemplo, o CEO da Preço Certo recomenda buscar o máximo de dados de mercado para descobrir mais sobre o perfil dos clientes, o mercado de atuação e a concorrência. Para quem já atua no comércio eletrônico, essa é uma ótima hora para rever os resultados dos últimos meses, entender o faturamento, como está o capital de giro, bem como as margens com as vendas realizadas.

Com esses itens mapeados, a próxima etapa é responder as seguintes perguntas: Quanto de lucro quer tirar do negócio este ano? Quantas vendas serão realizadas? E quanto está disposto a investir na empresa para isso?
Conseguindo responder essas três perguntas, dá para seguir para o próximo passo que é a precificação e apuração de margens. Não se pode esquecer de considerar o pagamento de impostos, custos diretos para aquisição de mercadorias, condições de pagamento com fornecedores e taxas de comissão para shoppings virtuais, cartões de crédito e outros métodos de pagamento.

Por fim, ajustar sempre os preços de acordo com o volume de vendas, estoque, e oportunidades de mercado para garantir o crescimento da empresa de maneira sustentável, destaca Marcelo Roque.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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