Produção industrial cai pelo terceiro mês consecutivo

Em setembro de 2018, a produção industrial nacional recuou (-1,8%) frente a agosto (série com ajuste sazonal), terceira taxa negativa seguida e acumulando nesse período redução de 2,7%. No confronto com setembro de 2017 (série sem ajuste sazonal), a indústria caiu 2,0%, primeiro resultado negativo nesta comparação, após três altas consecutivas.
Os índices acumulados do ano (1,9%) e nos últimos 12 meses (2,7%) continuam positivos, mas o setor mostrou perda de ritmo frente aos meses anteriores.
16 dos 26 ramos industriais recuaram
O recuo de 1,8% da indústria na passagem de agosto para setembro de 2018 mostrou taxas negativas nas quatro grandes categorias econômicas e em 16 dos 26 ramos pesquisados. Entre as atividades, as influências negativas mais relevantes foram em veículos automotores, reboques e carrocerias (-5,1%), máquinas e equipamentos (-10,3%) e bebidas (-9,6%). Com esses resultados, o primeiro setor voltou a recuar, após avançar 2,2% no mês anterior; o segundo interrompeu três meses seguidos de crescimento, período em que cresceu 10,3%; e o último recuou pelo terceiro mês consecutivo e acumulou perda de 19,2% no período.
Outras contribuições negativas importantes sobre o total da indústria vieram de produtos alimentícios (-1,3%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,5%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,7%), de outros produtos químicos (-1,6%) e de celulose, papel e produtos de papel (-2,4%). Por outro lado, entre os nove ramos que ampliaram a produção nesse mês, o mais relevante para a média global foi assinalado por metalurgia, que avançou 5,4%, após mostrar variação negativa de 0,2% em agosto último.
Entre as grandes categorias, ainda em relação a agosto, bens de consumo duráveis, ao recuar 5,5%, mostrou a queda mais acentuada em setembro de 2018, influenciada, em grande parte, pela menor produção de automóveis. Esse segmento manteve-se predominantemente em queda e acumulou perda de -6,4% desde julho. Os setores de bens de capital (-1,3%), bens intermediários (-1,0%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-0,7%) também recuaram, embora menos intensamente do que a média nacional (-1,8%).
Com esses resultados, o primeiro setor eliminou parte da alta de 5,5% verificada no mês anterior; o segundo acumulou redução de 3,4% em dois meses consecutivos de queda; e o último teve o terceiro resultado negativo seguido, acumulando queda de -2,2% no período.
Média Móvel Trimestral recua 0,9%
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou recuo de 0,9% no trimestre encerrado em setembro de 2018 frente ao nível do mês anterior, interrompendo, dessa forma, a trajetória ascendente iniciada em maio de 2018. Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de consumo duráveis (-2,1%) assinalou o resultado negativo mais intenso em setembro de 2018, após avançar 8,5% em agosto último.
Os setores de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,7%), bens intermediários (-0,6%) e bens de capital (-0,5%) também recuaram, com o primeiro revertendo o comportamento positivo presente desde junho último; o segundo interrompendo a trajetória ascendente iniciada em maio de 2018; e o terceiro voltando a recuar após crescer 7,3% no mês anterior.








