Pesquisa aponta percepção do brasileiro sobre uso da Inteligência Artificial

Pesquisa aponta percepção do brasileiro sobre uso da Inteligência Artificial

A Lambda3, empresa referência no setor tecnológico com foco em soluções digitais, divulga nesta segunda-feira (17/12), os resultados de uma pesquisa que teve como objetivo entender a percepção do brasileiro quando o assunto é Inteligência Artificial (IA). O estudo se desenvolveu em duas fases: a primeira, em 2017 – ano em que o termo Inteligência Artificial (IA) passou a ter destaque com campanhas de marketing, gerando a popularização do Watson (Inteligência Artificial da IBM) e a apresentação de seus serviços cognitivos–, que apontou os insights iniciais sobre o entendimento dos usuários/cidadãos em relação ao tema; e no último trimestre que contemplou os meses de setembro, outubro e novembro de 2018, desta vez com o objetivo de entender o que mudou na visão da sociedade neste intervalo de tempo. Foram analisadas as respostas de mais de mil participantes de todo o país, de diferentes perfis profissionais.

De forma geral, os resultados apontaram uma crescente relação do brasileiro com Inteligência Artificial. As pessoas já utilizam alguns recursos no dia a dia, seja na forma de trabalho ou nos dispositivos portáteis, fato que estimula e facilita o relacionamento com o avanço tecnológico.

Quando questionados sobre as primeiras lembranças que remetem IA, os pesquisados associaram inicialmente as Redes Neurais (28% das menções), ou seja, modelos computacionais inspirados pelo sistema nervoso central do cérebro, capazes de realizar o aprendizado de máquina, bem como o reconhecimento de padrões. “A maior parte das pessoas sabe que as soluções baseadas em Inteligência Artificial simulam a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões e resolver problemas”, contextualiza Diego Nogare, Chief Data Officer da Lambda3.

Os Robôs foram a segunda lembrança mais citada (26%). “Falamos aqui de um dispositivo automático [ou grupo de dispositivos] com conexão de realimentação entre sensores, capaz de realizar trabalhos de maneira autônoma ou pré-programada. Geralmente utilizados na realização de tarefas em linha de produção industrial, que dispensa ou não a ação humana, contribuem para o aumento da produtividade e da qualidade dos produtos, proporcionam melhorias na saúde e segurança do trabalhador, bem como redução do consumo de energia e de insumos”, explica Nogare.

Deep Learning – tecnologia utilizada em ferramentas como Google tradutor, reconhecimento de voz (transformação de voz em texto e em dispositivos), assistentes virtuais (como a Siri, da Apple) e reconhecimento de Imagem, utilizado para marcação automática de fotos nas redes sociais como Facebook, e etc. – foi a terceira lembrança que mais remeteu ao tema, com 10,5% das respostas.

A pesquisa também apontou que 7% das pessoas ainda associam esta questão com Ficção Científica. “Por mais que as soluções tecnológicas baseadas em Inteligência Artificial já sejam uma realidade, representadas em jogos, aplicativos de reconhecimento facial, de voz, de segurança, robôs, assistentes virtuais de dispositivos móveis, entre outros recursos, ainda existe quem a confunda com ficção científica, que é um gênero especulativo que se baseia em supostos feitos científicos ou técnicos que poderiam acontecer no futuro”, ressalta.

Em 2018, o estudo retratou o surgimento de um novo segmento de tecnologia como lembrança da população referente à IA, a Indústria 4.0. Passada a fase mais crítica da crise econômica vivenciada no país, as companhias começam a por em prática planos para se adequarem à Indústria 4.0, também conhecida como a Quarta Revolução Industrial, com o objetivo de se tornarem mais competitivas, com foco em otimização e redução de custos de produção. De acordo com Diego Nogare, “esta é a era tecnológica que reduz os limites entre as pessoas, mundos digitais e físicos. Permite que máquinas e seres humanos trabalhem de maneira colaborativa, promovendo a eficiência e minimizando a ociosidade e o desperdício”.

Ao responderem sobre a empresa mais lembrada ao pensar em Inteligência Artificial, nos dois anos os resultados se mantiveram os mesmos em posicionamento de ranking: Google aparece em primeiro lugar, seguido bem próximo de IBM em segundo, Microsoft, Amazon e Facebook, ocupando o terceiro, quarto e quinto lugar, respectivamente.

O estudo também analisou a aplicação das novas soluções digitais nos conceitos de Governança e Compliance, mas apenas 8% dos entrevistados considerou IA importante para prevenção de riscos e boa gestão. “Este resultado mostra uma falta de atenção às questões voltadas à privacidade dos dados de usuários”, afirma Nogare. A GDPR (General Data Protection Regulation) entrou em vigor no dia 25 de maio de 2018 em toda União Europeia. No Brasil, a lei 13.709, que diz respeito à LGPD (Lei Geral de Proteção a Dados) foi sancionada em 14 de agosto deste ano e dispõe de um prazo de 18 meses para que todas as empresas se adequem. “Esta legislação tem impacto direto nas questões de todas as empresas, principalmente na área de Governança e Compliance”, conclui.

Outros insights estão disponíveis no e-book produzido especificamente para a pesquisa. Nele também é possível acessar à íntegra da análise dos dados, através do dashboard da Lambda3.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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