Do campo para a web: como o café se tornou um sucesso do e-commerce

Do campo para a web: como o café se tornou um sucesso do e-commerce

Assim como todo o mercado digital, o e-commerce está sempre em transformação e ampliando seus campos de atuação e hoje conta com inúmeros modelos diferentes, entre eles, o B2B, que, atualmente aponta para um novo cenário na indústria. Se antes ela não se relacionava diretamente com seu consumidor, hoje ela pode realizar negócios tanto via distribuidores e varejo, quanto com seu público final.

Um dos primeiros setores industriais a ingressar no universo do e-commerce, o café, paixão nacional, tem demonstrado que esse pode ser um caminho promissor.

O comércio de monodose (cápsulas) começou no Brasil em 2006 com uma única marca, importada da Suíça e que operava com o conceito de boutique, focada no consumidor premium. Quando em 2013 ocorreu a quebra de patentes das cápsulas e máquinas e esses itens começaram a ser produzidos no país, o preço reduziu significativamente, possibilitando a popularização do produto e, consequentemente a procura.

Mas por que comprar online um produto facilmente encontrado em supermercados e lojas? Capilaridade é o primeiro ponto. No varejo, a gama de produtos pode ser muito restrita, uma vez que existem dezenas de marcas de multibebidas competindo por espaço nas gôndolas, o que pode acabar impedindo que sua marca oferte todo o seu portfólio. Outra questão importante é que fora dos grandes centros, as redes distribuidoras nem sempre têm força de compra suficiente para adquirir e vender a quantidade e variedade ofertada pela indústria.

Contribui também a popularização do consumo e o crescimento das categorias: cápsulas, torrado, moído, solúvel e filtrados aumentou também o interesse do consumidor.

Se antes o café era apena um complemento, hoje ele tomou o protagonismo nas reuniões sociais e ganhou status de gourmet, o que expandiu seu alcance geográfico. Exemplo disso são os resultados pelos termos mais buscados no Google: nos últimos 12 meses, os resultados de busca pelos termos “café” e “cafeterias” aumentou significativamente nos estados do Norte e Nordeste, refletindo a mudança de comportamento deste consumidor. Com um e-commerce, é possível suprir essa demanda e trabalhar a cauda longa do portfólio da marca, além de entregar em todo país e ainda poder fidelizar o cliente através de programas de assinatura e pontos.

Mas não é só o B2C que ganha, há incremento de vendas também no B2B, já que o e-commerce atende também as compras corporativas e de pequenos varejistas que pode, inclusive, programar a entrega diretamente em suas respectivas filiais, além das opções de compra recorrente, que possibilitam programar o recebimento dos produtos mês a mês.

Outro impacto positivo do e-commerce de café, foi para o pequeno produtor de grãos especiais que agora consegue ter penetração nacional com uso da tecnologia.

Assim como o café, outros segmentos na área de Foods começam a surgir, como é caso dos kits de carnes e produtos especiais para a ceia de Natal e Ano Novo vendidos online. Cada vez mais, ter um e-commerce deixa de ser algo suplementar e passa a ser essencial para o crescimento das marcas, tanto em venda, quanto em alcance de público.

O artigo foi escrito por Laura Schneider, que é gerente de E-commerce da Infracommerce.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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