Dinheiro que está disponível no caixa das empresas deve ser investido somente em aplicações temporárias de curto e médio prazo

Dinheiro que está disponível no caixa das empresas deve ser investido somente em aplicações temporárias de curto e médio prazo
Paulo Trauchinski.

Está mais do que comprovado que a atividade empresarial tende a dar mais dinheiro do que uma simples aplicação no mercado financeiro. Neste sentido, o ideal é que as empresas que possuem recursos financeiros disponíveis em caixa apliquem no seu próprio negócio. Porém, quando se fala em investimento financeiro para pessoa jurídica, o empresário deve pensar somente em aplicações temporárias de curto ou no máximo de médio porte.

Eu conversei agora há pouco com o diretor e sócio-fundador da GoldRock Investimentos, Paulo Trauchinski, e ele me explicou que as empresas que hoje têm alguma sobra de caixa e estão aguardando o momento certo para investir no seu negócio, o ideal é não deixar essas reservas paradas, mas sempre ter em mente que as aplicações devem ser temporárias e que os investimentos para as pessoas jurídicas pagam mais Imposto de Renda do que as pessoas físicas.

Segundo Trauchinski, se os sócios de uma empresa querem investir os lucros no longo prazo, o ideal é dividir o dinheiro entre eles, pois individualmente cada um tem seus interesses e preferências em relação às mais variadas formas de aplicação, sem contar que a tributação no mercado financeiro para a pessoa física é menor.

Eu perguntei ao diretor da GoldRock sobre qual é a aplicação mais rentável hoje no mercado financeiro e ele me disse, que sem dúvida alguma, é a renda variável. Trauchinski explica que o investimento em ações é considerado de risco, porém o risco é relativo. Na sua opinião, empreender também é arriscado e se o negócio não deu certo, a empresa fechará, e todo o dinheiro aplicado foi perdido. Agora, se o dinheiro foi investido na bolsa de valores, através da compra de ações, ou num fundo de ações e a rentabilidade está sendo negativa, dá para abandonar a aplicação, resgatar os recursos e aplicá-los em outra forma de investimento.

Para quem tem medo de risco, a aplicação mais conservadora, neste momento, é o Tesouro Selic, que está pagando 100% da taxa Selic, ou uma média de 6,5% ao ano, ante uma remuneração de 5,5% anual da tradicional caderneta de poupança.

Já para os empresários que admitem correr um certo risco, o diretor da GoldRock Investimentos recomenda os fundos multimercados, que estão pagando taxas entre 10% e 15% ao ano. O executivo alerta que todas as aplicações que pagarem menos de 100% da Selic, são consideradas ruins e o investidor deve fugir delas.

Por fim, quanto às aplicações em dólar ou em fundos cambiais, elas somente são recomendadas para empresas importadoras ou exportadoras, no sentido de se protegerem das variações do câmbio.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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