Produção da indústria de alimentos deve crescer até 3% em 2019

Produção da indústria de alimentos deve crescer até 3% em 2019

Com previsão de um cenário positivo para 2019, a indústria alimentícia do país trabalha com a perspectiva de crescimento de 2,5% a 3% do volume de produção. A estimativa é da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA). Outros indicadores do setor que podem terminar o ano em alta são as vendas reais, que devem registrar um avanço de 3% a 4%; e as exportações, que devem atingir US$ 40 bilhões.

De acordo com o presidente do Conselho da ABIA, Wilson Mello, os avanços esperados são baseados na evolução da atividade econômica, no crescimento do emprego e da renda e também no crescimento das exportações.

“Nós acreditamos que a gente deva crescer, em 2019, alguma coisa entre 3% e 4% acima até mesmo do PIB nacional. Nós estamos estimando um crescimento de exportações de aproximadamente 15%”, afirma Wilson.

No ano passado, a indústria alimentícia do Brasil teve um crescimento de 2,08% no faturamento, alcançando R$ 656 bilhões. O valor é a soma das exportações e das vendas para o mercado interno.
O coordenador da Comissão de Alimentação e Saúde, da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Evandro Roman (PSD-PR), afirma que esse avanço do setor alimentos está sendo debatido na Câmara.

Para o parlamentar, a discussão sobre o tema é importante “porque a população acaba comendo melhor”, fazendo uma busca por produtos de maior qualidade. “Então sem dúvida, o setor alimentício é o primeiro que reage e é o que vai alavancar a economia nos próximos anos”, disse Roman.

Mercado externo

Considerado o segundo país que mais exporta alimentos industrializados do mundo, o Brasil já enviou esse tipo de produto para mais de 180 países. A China é quem mais importa da indústria alimentícia brasileira. As transações com o país asiático dentro do setor registraram um aumento de 37,6% em relação a 2017.

No ano passado, as exportações apresentaram um recuo de 9,8%, fechando 2018 em US$ 35,1 bilhões de alimentos industrializados. No ano anterior o valor chegou a US$ 38,9 bilhões.

Empregos

De acordo com a ABIA, a indústria de alimentos é o que mais emprega no país. Em 2018, a o setor gerou aproximadamente 13 mil novos postos de trabalho. Para 2019, a associação espera que sejam criados cerca de 40 mil novos empregos.

A indústria de alimentos do Brasil é composta por 35,7 mil empresas e responde por 1,6 milhão de empregos diretos, ou seja, 26,8% dos empregos da indústria de transformação.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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