Easynvest passa a estruturar operações financeiras

A Easynvest, maior corretora independente do País, acaba de anunciar a criação da área de negócio Mercado de Capitais, responsável pela estruturação de produtos financeiros para a plataforma. Até então apenas distribuidora de operações de outras instituições, a corretora passa a captar e a desenvolver novos investimentos focados em crédito para empresas de médio e pequeno porte.
De olho no otimismo econômico e nas empresas se preparando para crescimento nos próximos anos, Fabio Macedo (foto), diretor comercial da Easynvest, explica que a estratégia surgiu devido a uma demanda reprimida na plataforma. “Observamos que os investidores tradicionais, que são pessoa física, demandavam por mais investimentos rentáveis e acessíveis. Como não encontrávamos no mercado, decidimos trazer essa missão para dentro de casa, aproveitando a procura por crédito das empresas”, conta.
Macedo esclarece que a maioria das operações estruturadas no mercado são para investidores institucionais, com grande poder aquisitivo. Diferente desse nicho, a Easynvest focará seus produtos para o varejo, com ativos tipo CVM 476, para investidores qualificados, e CVM 400, para investidores tradicionais. “O objetivo é trazer opções de investimentos para a pessoa física, mas que ainda apresentem ótima rentabilidade e liquidez, apesar do valor inicial de aporte. Isso não existe atualmente no mercado”, complementa.
Uma vez que são novos produtos entre as financeiras, algumas alterações serão necessárias. O guia para o investidor, por exemplo, terá uma linguagem mais leve e simplificada, auxiliando na melhor compreensão do ativo. “Hoje, os produtos estruturados têm um manual de difícil compreensão para quem não é do setor. Como vamos ocupar um espaço novo no mercado, aprovamos com a CVM uma forma de apresentar as informações para o investidor comum, que não está familiarizado com termos técnicos, por exemplo”, explica.
Entre os produtos que devem entrar na gama da área, estão Certificado de Recebível Imobiliário (CRI), Certificado de Recebível do Agronegócio (CRA), Letra de Câmbio (LC), Fundo de Investimento Imobiliário (FII), Debêntures, entre outros. Como parceiros, a corretora contará com bancos, securitizadoras e empresas de médio e pequeno porte de nicho. O valor total de cada operação irá variar de 20 a 70 milhões de reais, com um total de movimentação para o primeiro semestre estimado em 150 a 500 milhões. “Estamos muito confiantes no formato da nossa operação. Vamos aproveitar a experiência de mais de 50 anos da Easynvest em varejo para trazer boas opções para nossos clientes, com taxas atrativas”, explica Macedo, complementando que a grande maioria desses ativos serão exclusivos para a prateleira da corretora. Com o primeiro produto a ser lançado ainda no primeiro semestre de 2019, a projeção é que a área cresça 50% nos seis primeiros meses.








