Seis dicas para trabalhar com a família sem brigar

Seis dicas para trabalhar com a família sem brigar

Quando Rubens Augusto, dono do Grupo Patroni, chega a sua empresa, seus filhos já sabem: lá, ele é o Sr. Rubens, o chefe deles. Nada de chamar de pai! Trabalhar com a família não é uma tarefa fácil: exige muito planejamento, pois os conflitos profissionais podem se tornar pessoais. Portanto, é importante estar atento a algumas atitudes para manter os ambientes familiar e de trabalho saudáveis.

Para saber como trabalhar com os parentes sem conflitos, nada melhor do que seguir os conselhos de quem já teve essa experiência. Por isso, selecionamos algumas dicas de diferentes empreendedores com intuito de ajudar as empresas familiares. Confira abaixo!

Na empresa existem funcionários, não parentes

O empreendedor Edson Ramuth, fundador da Emagrecentro, também gosta de ter os filhos por perto. Pai de quatro meninas, sempre incentivou as herdeiras a trabalharem junto com ele na empresa. “Acredito muito no sucesso dos negócios em família, mas, para isso, é preciso saber separar as relações profissionais e pessoais”, afirma o empresário e fundador da Emagrecentro.

Se precisar demitir, demita

Essa pode parecer uma dica difícil, mas Rubens diz que acompanhar o desempenho dos seus funcionários é essencial e os familiares não estão isentos. “É importante não dar tratamento diferenciado para ninguém. Se houver algum conflito, tudo fica no trabalho e no fim de semana estamos bebendo cerveja de novo”, diz o fundador da Patroni.

Em uma ocasião, o empresário chegou a demitir um familiar. “Mesmo assim, o nosso relacionamento continuou normal, porque deixamos bem claro a nossa relação profissional”, afirma. Durante os 35 anos de existência da rede, o empresário já trabalhou com filhos, cunhados e irmãos.

Estabeleça de quem é decisão final

“Na minha empresa, nós discutimos algumas sugestões e depois eu tomo a minha decisão final”, diz Rubens. Segundo o empreendedor, é importante ter alguém reconhecido para “bater o martelo”. Pode parecer que em uma empresa familiar há muito “donos”, porque os filhos acabam ocupando esse papel pela proximidade familiar, mas não é bem assim. É essencial definir as hierarquias na empresa para que não haja conflitos.

Faça da sua relação familiar um diferencial e não um problema

Aluizio de Freitas, diretor da Sigbol, escola de curso de moda, também já trabalhou com seu pai e sua irmã. Para ele, trabalhar em família nem sempre é fácil, mas tem suas vantagens. “O lado bom de trabalhar com os parentes é que você conhece as pessoas e os princípios delas. Além disso, elas têm mais motivo para estar ao seu lado”, afirma.

Trabalhe com uma equipe diversificada

A Ecoville, rede de produtos de limpeza, foi fundada pelos irmãos Leandro e Leonardo Castelo com o apoio do pai. De acordo com eles, uma empresa familiar também precisa se renovar e trazer um olhar de fora para ajudar em seu crescimento. “Temos orgulho de nascermos como uma empresa familiar, mas buscamos deixar nosso ambiente cada vez mais corporativo”, diz Leonardo.

Por isso, os irmãos estão trazendo nomes de pesos do mercado para ocupar “cadeiras” importantes na empresa, como Humberto De Biase, ex-executivo da Lenovo — que é o novo Diretor de Operações e Lineu Bueno, ex-executivo da Bombril — que é o atual Diretor Industrial da franquia. “Somos uma empresa familiar, mas não hesitamos em chamar pessoas de fora que possam nos ajudar a crescer”, diz Leandro.

Crie regras de governança

Bruno e Beatriz Semenzato trabalham com o pai, José Carlos Semenzato, na SMZTO Holding de Franquias, empresa que ele fundou. Bruno é hoje o Diretor Executivo do Grupo e Beatriz é gerente de marketing. A holding é responsável pela expansão de mais de dez marcas de franquias, entre as quais se encontram redes renomadas, como OdontoCompany, Instituto Embelleze, Espaçolaser, entre outras.

Segundo Bruno, é importante separar o que é família do que é empresa. “Independentemente da relação familiar, entendemos que a posição de executivo precisa sim ser conquistada e mantida. Portanto, é essencial estipular metas claras para todos”, diz. Além disso, ele acredita que um dos caminhos para criar um bom ambiente de trabalho é investir em profissionalização e criar regras de governança, trazendo conselheiros externos para tal.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *