Como os conflitos prejudicam a produtividade?

Como os conflitos prejudicam a produtividade?

Os números não mentem. Além de dificultarem o cumprimento das tarefas do dia a dia, conflitos no ambiente de trabalho impactam diretamente na produtividade de uma empresa. Um estudo apontou que, nos Estados Unidos perderam quase três horas por semana lidando com conflitos em 2008. Para as empresas, isso significou um dispêndio de nada menos do que US$ 359 bilhões (considerando uma remuneração média de US$ 17,95 a hora), equivalente a 385 milhões de horas de trabalho.

Perda de tempo, evasão de clientes, fuga de talentos, queda na motivação. Essas são algumas das consequências de um ambiente marcado pelo conflito.

É importante esclarecer que, por conflito, não nos referimos apenas a brigas ou discussões calorosas, mas a qualquer tipo de ruído ou divergência que haja no trabalho: um e-mail mal redigido, um olhar enviesado, uma instrução não compreendida. Tudo isso, tem o potencial de, aos poucos, minar a produtividade, gerando sobrecarga, estresse e cobranças, e puxar os resultados para baixo.
Saber gerenciar conflitos, tomar decisões embasadas e influenciar positivamente os colegas são características que podem proporcionar muito mais do que um ambiente de trabalho agradável, o que por si só já é uma vantagem e tanto. Esses atributos ajudam a alavancar a produtividade das companhias e, possivelmente, a carreira de seus funcionários.

Para quem (ainda) não tem essas habilidades, a boa notícia é que podem ser desenvolvidas. Correr atrás delas, aliás, faz parte da lista de tarefas de qualquer um que almeje uma trajetória de crescimento. Em uma rotina profissional carregada de competitividade e cobrança, sairá na frente quem souber lidar com os ruídos típicos desse tipo de ambiente.

Para dar o primeiro passo, é necessário, antes de tudo, chamar a responsabilidade para si, em qualquer situação que se vivencie no trabalho (e na vida também!). Risque a expressão “não tenho nada com isso” do vocabulário. A partir do momento em que você se encontra em meio a um conflito, isso tem sim a ver contigo. Lembrando que “responsabilidade” e “culpa” não são sinônimos. Antes de apontar o dedo para o lado, pense nas ações que você mesmo pode tomar.

Não temos controle sobre os outros, apenas sobre nós mesmos. Somente conseguiremos contornar um conflito quando assumimos a parte que temos sobre ele, de forma transparente, eficaz, assertiva. Uma atitude simples, que faz diferença. Em um grande grupo, um membro tem o potencial de influenciar o outro e, com isso, mudar o panorama geral. Chame para si a responsabilidade da mudança.

O artigo foi escrito por Allessandra Canuto, que é especialista em gestão estratégica de conflitos, sócia da AlleaoLado, empresa focada em consultoria e coaching para empresas, e coautora do livro “A culpa não é minha”

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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