Quatro formas do MEI comprovar sua renda

Quatro formas do MEI comprovar sua renda

O microempreendedor individual é hoje a figura empresarial mais simples do Brasil. Criada há dez anos com o objetivo de ajudar os trabalhadores informais a se regularizem, esta modalidade já conta com quase 8 milhões de empreendedores e a tendência é de que este número continue aumentando. Só no ano passado, muitos brasileiros tiveram que se reinventar para dar conta dos compromissos do dia a dia e, consequentemente, houve um crescimento de 18% na abertura de CNPJs deste tipo em todo o País.

Uma dificuldade que a maioria dos microempreendedores individuais encontra é comprovar a renda, principalmente quando precisa solicitar um empréstimo, alugar um imóvel ou mesmo abrir uma conta no banco.

Pois bem, existem algumas formas do MEI comprovar o rendimento obtido através do seu trabalho. A primeira forma é através do extrato da conta bancária. Em muitos casos, o microempreendedor precisa de um extrato completo com a movimentação bancária dos últimos três meses. Os extratos podem ser de conta corrente, conta-salário e até mesmo de conta poupança. Também podem ser anexados os extratos de movimentações de investimentos. No entanto, a assinatura do gerente do banco oferece maior validade que um extrato bancário obtido diretamente de um caixa eletrônico ou da internet.

Outra forma de comprovar a renda é através da Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos. Esse documento só pode ser elaborado e emitido por contadores e sempre se baseia em outros documentos que comprovem oficialmente a renda, como por exemplo o livro-caixa da empresa; Notas fiscais emitidas; Declaração Anual do MEI; Recibo de Pagamento de Autônomo (RPA); ou então as Guias de pagamento de contribuição previdenciária individual.

A terceira forma de comprovar a renda é através da Declaração do Imponto de Renda, que é um documento oficial do empreendedor para provar os rendimentos e demais aspectos da sua vida financeira junto à Receita Federal. Porém, existe o fato de que a declaração apenas serve para comprovação de dados dos meses do último ano. Por isso, não é raro que empresas solicitem documentos adicionais, de períodos mais recentes para a comprovação. Por exemplo, se o empreendedor busca um crédito durante o mês de novembro, o imposto de renda não comprova seus rendimentos dos últimos 10 meses. Afinal, eles podem ter mudado bastante para mais ou menos. Então é possível que informações dos últimos três meses sejam comprovadas separadamente.

A quarta forma de comprovar a renda é através de Contratos de prestação de serviços. Sendo prestador de serviço, o microempreendedor individual pode usar seus contratos na comprovação de rendimentos. Acontece que muitas vezes, os contratos são aceitos junto a outros documentos. Assim, servirão na análise para um cruzamento de dados e melhor observação da movimentação demonstrada pelo empreendedor.

Por fim, o MEI não deve se esquecer que um fator que anda de mãos dadas com a comprovação de renda é não ter o seu nome em cadastros de proteção ao crédito, como Serasa e SPC. Afinal, dificilmente alguém concederá um empréstimo ou alugará um imóvel para alguém que possui restrições ao crédito.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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