Os passos para alcançar uma boa gestão de custos

Os passos para alcançar uma boa gestão de custos
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Victor Vitorette, CEO da Ferreira Filho Associados.

Quando encontro gestores ou empresas buscando redução de custos, são raras e poucas empresas que o fazem de forma preventiva, pois seus gestores sempre estão atuando de forma corretiva, quando já existe algum sintoma de problema, com objetivo de apagar um incêndio já instaurado.

A busca de conhecimentos e o olhar para dentro do negócio, buscando melhoria de performance de resultados, é trabalhoso, por isso muitas empresas e gestores ainda preferem terceirizar a culpa. É sempre o governo, economia, a concorrência que está desleal ou consumidor que está exigente. Tudo isso são os problemas que já sabemos, mas como estamos reagindo e nos preparando para prosperar neste cenário?

Hoje uma empresa não sobrevive sem uma gestão econômica, mesmo que ela esteja em um mercado de baixa competição, como exemplo o boom competitivo do mercado têxtil na década de 90 e os seus impactos no setor. Para uma boa gestão de custos, apenas montar um planejamento para monitorar o seu plano versus o real, do que foi orçado, normalmente pelo setor de controladoria, não é mais o suficiente para garantir a competitividade e até a solidez da organização no mercado, nem a sua lucratividade. É preciso ir além: buscar pró-ativamente e de maneira contínua a redução dos custos internos para assim assumir novos patamares de desempenho.

Todas as empresas e todos os seus setores possuem ofensores ou problemas em seus processos operacionais. O que diferencia uma empresa para outra é a intensidade destes problemas e o nível de tolerância, que vêm da cultura diretiva. Para redução dos custos de forma ativa, como primeiro passo, é preciso um processo de identificação e localização de perdas. Portanto, o simples controle do que foi produzido, se produziu mais ou menos do que outro período, não proporciona nenhuma informação para a gestão ativa. Estou me referindo à produtividade, que é o aproveitamento real e efetivo de todo e qualquer recurso disponível.

Para isso, é preciso utilizar conceitos de gestão da produtividade ou de “Overall equipment effectiveness” (OEE) e os cálculos para seus indicadores, para assim, checar onde ocorrem os maiores ofensores de horas do processo. A atuação efetiva sobre estes ofensores irá elevar a performance, possibilitando fazer mais com o mesmo padrão de gastos, melhor diluindo os custos.

Feito este primeiro passo, é possível analisar a classificação dos gastos pela taxa/hora, que é o custo por hora que deve ser absorvido em cada etapa do processo e compõe o custo de transformação. Podemos, assim, associá-la aos números de horas dos ofensores da gestão da produtividade. Desta forma, a empresa consegue visualizar e mensurar onde realmente estão as oportunidades de redução, direcionando suas energias onde existem maiores oportunidades.

Todo este processo pode ser melhor explorado através da disciplina de Cost Deployment, um dos pilares da World Class Manufacturing (WCM) que é uma metodologia direcionada para organizações que já possuem maturidade nas disciplinas anteriores e buscam a excelência nos seus processos internos e também no atendimento ao cliente.

Redução de custos vai muito além do corte do cafézinho ou sensores de presença para o apagar das luzes, que também é relevante por questões ambientais. Não é preciso dizer que o processo de compras e gestão de estoques também é importante, mas temos uma rica oportunidade em custos variáveis e se queremos gerar ações sérias com maior profundidade, precisamos amadurecer para estruturar este processo de gestão.

O artigo foi escrito por Victor Vitorette, que é CEO da Ferreira Filho Associados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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