Confiança da Indústria recua e atinge menor nível desde outubro de 2018

Confiança da Indústria recua e atinge menor nível desde outubro de 2018

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas caiu 1,5 ponto em junho de 2019, para 95,7 pontos, o menor nível desde outubro de 2018, empatado com o resultado de novembro de 2018. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou pelo terceiro mês consecutivo, desta vez em 0,5 ponto.

“A percepção sobre a situação atual dos negócios na indústria piorou em junho após dois meses de sinais positivos. Já as expectativas continuaram em queda, sinalizando pouca confiança na possibilidade de uma recuperação expressiva do setor no curtíssimo prazo. Diante do quadro de desânimo, destaca-se como único resultado favorável no mês a alta do indicador de evolução da produção nos três meses seguintes. Como tendência, não deixa de ser um resultado favorável. Mas as perspectivas de aceleração da atividade são ainda tímidas e insuficientes para alterar o ímpeto declinante de contratações pelo setor”, comenta Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas Públicas da FGV IBRE.

Em junho, a confiança caiu em 9 de 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice de Situação Atual (ISA) retraiu 1,9 ponto, para 96,6 pontos. O Índice de Expectativas (IE) diminuiu em 1,1 ponto, para 94,8 pontos, o menor desde agosto de 2017 (94,1 pontos).

A evolução desfavorável do indicador que mede o nível de estoques das empresas foi o principal fator a contribuir para a queda do ISA no mês. A parcela das empresas que reportam estoques excessivos aumentou de 9,2% para 9,6%, enquanto a das empresas que os consideram insuficientes caiu de 3,3% para 2,9% do total. O indicador que mede o grau de satisfação com o nível atual de demanda recuou 2,4 pontos, influenciado pelo componente de demanda interna, que caiu 2,9 pontos.

Em relação às expectativas, pela quinta vez consecutiva registra-se queda do indicador que mede o otimismo dos empresários com a evolução do ambiente de negócios nos seis meses seguintes. O recuo de 3,3 pontos fez com que o indicador atingisse 95,1 pontos, o menor valor desde agosto de 2017. Em junho, a parcela das empresas que preveem melhora nos negócios caiu de 40,0% para 34,9%, enquanto a das que projetam piora subiu de 11,8% para 13,2%. No sentido contrário, o indicador de produção nos três meses seguintes avançou 1,0 ponto, atingindo 100 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) decresceu 0,3 ponto percentual (p.p.) entre maio e junho, retornando para 75,0%. Na métrica de médias móveis trimestrais, o NUCI continuou avançando, em 0,1 p.p., para 74,9%, em função do bom resultado do mês anterior.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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