Incertezas políticas são a principal barreira para brasileiros expandirem os negócios para fora do país

Incertezas políticas são a principal barreira para brasileiros expandirem os negócios para fora do país

Pesquisa global realizada pela Sage, líder de mercado em software de gestão na nuvem, revela que os executivos brasileiros reconhecem as incertezas políticas como a principal barreira para investirem no comércio internacional. O item foi citado por 41% dos respondentes – o percentual se mantém quando se trata de empresas pequenas, diminui para 35% quando médias e salta para 47% quando grandes.

No cenário internacional, quando se analisa o Reino Unido, por exemplo, se vê que a preocupação com incertezas políticas também é notável. Lá, 34% das empresas afirmam que a insegurança política é um dos entraves para investirem no comércio internacional. Quando se fala de África do Sul, o dado geral mostra que 29% das organizações também têm um sinal de alerta com as questões políticas.

Outros entraves apontados pelas organizações brasileiras para expandirem internacionalmente foram diferentes padrões de produtos em outros países (27%), a incerteza do compliance jurisdicional (26%) e os riscos de privacidade e de dados (25%). Já na França, outro país pesquisado, as incertezas políticas (20%), os diferentes padrões de produtos em outros países (19%) e o risco e dados de privacidade (18%) foram os temas mais mencionados.

O estudo também pediu que os entrevistados apontassem três medidas principais que o governo deveria tomar para facilitar o comércio internacional. As mais citadas pelas empresas brasileiras foram remoção de barreiras comerciais (40%), promoção de investimentos, incentivos e financiamentos (40%) e a providência de melhores ferramentas de tecnologia (37%), ponto importante para o avanço na era da globalização. Já na Malásia, 43% dos entrevistados dizem que a promoção de investimento e financiamento é o ponto mais importante, enquanto 35% apontam a possibilidade de desenvolver oportunidades nos mercados internacionais e 30% citam a remoção de barreiras comerciais.

Quando questionados sobre quais tipos de tecnologias serão importantes nos próximos cinco anos para o crescimento dos negócios no Brasil, os empresários citaram as principais numa escala de importância, que foram: inteligência artificial (49%), tecnologias inteligentes (46%), mobile (46%), banda larga super-rápida (44%), 5G (37%) e impressão 3D (32%) que, segundo eles, são as tecnologias que terão papel significativo para a evolução das organizações brasileiras.

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Jorge Carneiro, presidente da Sage Brasil e América Latina.

“Um ponto importante neste estudo é que as empresas sinalizam que o investimento em tecnologia será um diferencial, um caminho de avanço em meio às adversidades econômicas. Apesar das recentes correções para baixo na expectativa de crescimento da economia, as empresas brasileiras ainda preservam um pouco de otimismo, isso é positivo para nós”, afirma Jorge Carneiro, presidente da Sage Brasil e América Latina.

A pesquisa We Power the Nation, encomendada pela Sage e conduzida pela You Gov, ouviu executivos de 2.994 empresas em 12 mercados globais com o objetivo de aferir as suas expectativas em relação ao comércio nacional e internacional ao longo do ano e o impacto da tecnologia nessas negociações. Realizada entre março e abril de 2019, o estudo revelou que, naquele período, as empresas brasileiras estavam mais otimistas em relação à expansão de seus negócios em 2019 do que os empresários de outros países consultados.

Para 83% dos entrevistados no país, a expectativa era de aumento na quantidade de negócios, enquanto apenas 6% previam queda. No Reino Unido, por exemplo, a percepção foi diferente, com 49% prevendo crescimento e 23% queda.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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