Monitor do PIB aponta crescimento de 0,5% da economia em maio

Monitor do PIB aponta crescimento de 0,5% da economia em maio

O Monitor do PIB aponta, nas séries dessazonalizadas, crescimento de 0,5% do PIB em maio, na comparação com abril; e retração de 0,8% no trimestre móvel findo em maio (mar-abril-mai), em comparação ao trimestre findo em fevereiro (dez/18-jan-fev/19). Na comparação interanual, a economia cresceu 4,3% em maio e 0,5% no trimestre móvel findo em maio.

“O crescimento de 0,5% da economia em maio, segundo o Monitor do PIB-FGV, interrompe uma sequência de três quedas do PIB. Entre os três grandes setores, destacam-se a agropecuária e a indústria. Na comparação contra o mesmo período do ano passado, o forte crescimento de 4,3% da economia tem grande influência dos efeitos da greve dos caminhoneiros de maio de 2018, em que a base de comparação é muito baixa. Esses efeitos foram mais evidentes nas atividades de transformação, de comércio e de transporte”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

O crescimento de 0,5% observado em maio, em comparação a abril é explicado, principalmente, pelo desempenho da agropecuária (1,3%) e da indústria (0,6%), com crescimento em todos os seus componentes. O setor de serviços ficou estagnado, embora todas as atividades tenham crescido, à exceção de outros serviços. Na comparação contra o mesmo mês do ano anterior, o crescimento de 4,3% da economia foi influenciado pela baixa base de comparação em decorrência da greve dos caminhoneiros de maio de 2018.
Nesta comparação, as únicas atividades que apresentaram retração foram a intermediação financeira (-0,1%) e a extrativa mineral (-7,0%), esta devido aos efeitos da tragédia de Brumadinho. Pela ótica da demanda, na comparação da série com ajuste sazonal, apenas a formação bruta de capital fixo cresceu (1,5%). No entanto, na comparação interanual, todos os componentes cresceram.

A análise gráfica desagregada dos componentes da demanda foi feita usando a série trimestral interanual por apresentar menor volatilidade do que as taxas mensais e aquelas ajustadas sazonalmente permitindo melhor compreensão da trajetória de seus componentes.

Consumo das famílias

O consumo das famílias cresceu 1,5% no trimestre móvel findo em maio, em comparação ao mesmo trimestre de 2018. Desde setembro de 2018 o consumo de serviços tem sido o principal responsável pelo crescimento deste componente (contribuição de 1,1 p.p. no trimestre móvel findo em maio), seguido pelo consumo de duráveis (contribuição de 0,4 p.p. no trimestre móvel findo em maio). O consumo de não duráveis e de semiduráveis, em contrapartida, tem apresentado fraco desempenho. Na comparação na série livre de efeitos sazonais, a taxa de variação mensal de maio, contra abril, ficou estagnada. A exceção de consumo de duráveis (-1,8%) todas as demais categorias de consumo cresceram.

Formação bruta de capital fixo

A FBCF, cresceu 3,1% no trimestre móvel findo em maio, em comparação ao mesmo trimestre de 2018. Mais uma vez, máquinas e equipamentos foi o componente que mais contribuiu para este crescimento (2,4 p.p.). No entanto, chama atenção o crescimento de 1,0% da construção, o maior desde o trimestre móvel findo em abril de 2014. Na comparação na série livre de efeitos sazonais, a taxa de variação mensal de maio, contra abril, foi positiva em 1,5% com crescimento apenas do componente de máquinas e equipamentos.

Exportação

A exportação apresentou crescimento de 2,3% no trimestre móvel findo em maio, na comparação com o mesmo trimestre de 2018. Apenas os bens intermediários manufaturados (13,4%), os produtos da extrativa mineral (10,2%) e os bens de consumo não duráveis (1,9%) cresceram. Os destaques negativos são a exportação dos bens de consumo duráveis (-27,7%), em quedas significativas há um ano e, dos bens de capital (-12,1%).

Importação

A importação cresceu 4,1% no trimestre móvel findo em maio, comparativamente ao mesmo trimestre de 2018. Os destaques positivos foram o desempenho dos bens de capital e dos produtos da extrativa mineral, ambos com crescimento de 17,0%. Os destaques negativos são a importação dos bens de consumo duráveis (-16,3%) e dos bens de consumo semiduráveis (-13,8%).

MONITOR DO PIB-FGV EM VALORES

Em termos monetários, o PIB em valores correntes alcançou a cifra de aproximadamente 2 trilhões, 856 bilhões, 614 milhões de Reais no acumulado até maio do corrente ano.

A taxa de investimento (FBCF/PIB) foi de 16,9%, em maio, na série a valores de 1995.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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