É importante manter o ‘nome limpo’ das empresas

É importante manter o ‘nome limpo’ das empresas

Ficar com o nome sujo é o pesadelo de muitos brasileiros. A negativação causa transtornos no dia a dia, além de ser um grande impeditivo para solicitar serviços, desde cartões de crédito até a obtenção, por exemplo, de uma linha telefônica. Mas se a situação já é complicada para as pessoas em geral, no caso das empresas os problemas podem ser ainda maiores.

“Assim como ‘ter o nome sujo no Serasa’ te impede principalmente de obter linhas de crédito, para as companhias – que têm clientes exigentes, empregados, fornecedores, etc – as consequências são ainda piores. Sem a comprovação de situação regular no fisco, não é possível conseguir financiamento, abrir filial, participar de licitações e nem mesmo encerrar a empresa”, afirma Daniel Strand, sócio de Strand Advogados, escritório especializado no assunto.

Por essas e outras, é fundamental estar em dia com a Certidão Negativa de Débitos (CND) ou a chamada ‘certidão positiva com efeitos de negativa’ que tem o mesmo efeito da CND para provar a regularidade da companhia, aponta ele. Não é incomum que as empresas só percebam que estão com o documento irregular na hora em que surge algum problema inesperado, afirma o especialista.

“Algumas pendências surgem de última hora e muitas vezes são apenas problemas burocráticos que fazem com que a Certidão fique irregular. O sistema tributário brasileiro é super complexo e é preciso que, assim que constatado, o problema seja resolvido imediatamente”, comenta o especialista.

É o que aconteceu com o empresário carioca Ricardo Morais, dono de um restaurante na capital fluminense. Ele quase se viu obrigado a fechar seu negócio por conta de uma pendência financeira com um antigo fornecedor, o que negativou sua situação no fisco.

“Eu estava prestes a fechar o contrato de uma filial, tinha conseguido investimento para expandir o meu negócio e, por isso, adiantei alguns gastos. Quando vi a pendência, que era antiga, mas eu não tinha consultado antes, demorei demais para conseguir resolvê-la, tive gastos extras e quase fui obrigado a desistir do negócio. Por sorte, consegui resolver tudo a tempo”, comenta ele.

Pendências podem vir em âmbitos nacional, estadual e municipal

De fato, aponta Strand, controlar essas intercorrências é “bastante difícil”, já que as alterações podem vir em âmbito nacional, estadual ou municipal. Por isso, alerta, é vital que companhias de maior porte, com atuação em grandes áreas do país, tenham funcionários que acompanhem e fiscalizam a movimentação o tempo todo.

“Algumas empresas fazem isso internamente, outras terceirizam para diminuir os custos. O importante é ter gente com experiência nessa área, já que, em muitos casos, é preciso judicializar, entrar com mandados de segurança e etc, para comprovar, por exemplo, o que pode ser um débito indevido. Isso acontece com frequência e só é percebido por quem monitora o problema sempre. O que não pode é ficar sem prova de regularidade fiscal”, comenta.

Outra informação importante: cada ente nacional, seja federal, estadual ou municipal, possui o seu próprio cadastro. Ou seja: é preciso manter o “nome limpo” em cada uma dessas esferas.

A recomendação do advogado Daniel Strand, que o empresário Ricardo aprendeu a duras penas, é mesmo de se manter sempre alerta em relação a situação junto ao fisco, para evitar dores de cabeça, gastos extras e até a perda de investimentos.

“Na nossa rotina de trabalho, vemos isso acontecendo o tempo todo. Por isso temos pessoas que ficam atentas diariamente à situação de cada um dos clientes para que, caso surja alguma intercorrência, seja possível resolver logo, ainda que tenha que recorrer ao Judiciário imediatamente. Não dá para perder oportunidades por conta disso”, finaliza o especialista.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *