Faturamento da indústria de máquinas e equipamentos continua retraído

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou retração nas suas atividades durante o mês de junho de 2019. Em relação ao mês anterior (maio de 2019) a queda nas vendas foi de 6,1%. Quanto ao mesmo período do ano anterior (junho de 2018) a retração foi ainda maior: 12,1%.
Os dados foram divulgados em coletiva, na tarde desta terça-feira, 30, pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Resultados como esses são preocupantes, segundo o diretor da Associação, Mario Bernardini, uma vez que eliminam boa parte da taxa de crescimento acumulada no ano pelo setor.
Para Bernardini, muito mais do que aprovar as reformas, o Brasil precisa de uma retomada de crescimento a curto prazo. “As reformas terão efeito a médio e longo prazo. Precisamos agora fazer a lição de casa com algumas medidas como a redução dos jurus e o acesso ao crédito mais fácil, entre outras medidas. Dessa forma, em três a quatro anos, o país voltará a ser competitivo”.
Bernardini chamou também a atenção para a questão da taxa de desemprego e denominou de “apavorante” o patamar em que o Brasil se encontra com 13% de desempregados. “Isso só traz um aumento para a criminalidade”, destacou. Segundo os dados da Abimaq, em 2019, depois de cinco meses consecutivos de aumento nos números de contratações, o mês de junho registrou redução de 0,4%, provavelmente como reflexo do desaquecimento das atividades do setor.
Exportações
Pelo terceiro mês consecutivo houve queda das exportações. No mês de junho, comparada com maio deste ano, o encolhimento foi de 8,0%. As maiores quedas ocorreram nos setores fabricantes de: Máquinas para Logística e Construção Civil (-18%) e Máquinas para a Indústria de Transformação (-23,4%). A novidade das exportações fica por conta dos destinos. Historicamente, pela primeira vez os EUA apareceram como o principal destino com 1/3 das exportações de máquinas no 1.º semestre de 2019.
Crédito da foto – banco de imagens: Jcomp.








