Anbima reduz projeção da Selic para 5,25% no fim do ano

O Grupo Consultivo Macroeconômico da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) reduziu a estimativa para a Selic deste ano pela segunda vez consecutiva. Em junho, a avaliação dos economistas era de que os juros deveriam encerrar 2019 em 5,75%. Agora, a projeção é de 5,25%, com início da trajetória de queda já na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que termina hoje, passando dos atuais 6,5% para 6%.
“Nossa avaliação geral é de que o cenário do país está favorável para a redução da Selic. A inflação abaixo da meta e o baixo dinamismo da atividade econômica em um ambiente mais construtivo, principalmente após a aprovação da Reforma da Previdência em primeiro turno, contribuem para que os juros atinjam níveis mais baixos, o que pode permitir o reaquecimento do consumo e dos investimentos”, afirma Fernando Honorato, presidente do grupo da Anbima.
Em relação à inflação, os economistas projetam que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deve permanecer abaixo da meta (4,25%) pelo terceiro ano consecutivo, com 3,8% no encerramento de 2019. O grupo avalia que o quadro está mais favorável após as pressões pontuais observadas nos preços dos combustíveis, alimentos e serviços no primeiro semestre.
Atividade econômica
Após quatro cortes consecutivos nas projeções do PIB (Produto Interno Bruto) de 2019, o grupo da ANBIMA manteve a estimativa de 0,8% apontada na reunião anterior, em junho. Para os economistas do grupo, mesmo com a aprovação da Reforma da Previdência e a liberação de parte dos recursos do FGTS, não é aguardada uma recuperação acentuada do PIB em curto prazo – as medidas devem apenas impedir um desaquecimento maior da economia.
Cenário externo e dólar
O grupo da Anbima reduziu a projeção do dólar para o encerramento de 2019, de R$ 3,80, apontado na reunião anterior, para R$ 3,78. Caso se concretize, o resultado representará valorização de 2,6% do real no ano. Os economistas apontaram que o ambiente de juros baixos nos Estados Unidos e a liquidez deverão favorecer os mercados emergentes, o que pode impactar nos preços dos ativos.








