Indústria de carnes de aves e suínos espera consolidar recuperação este ano

Indústria de carnes de aves e suínos espera consolidar recuperação este ano

A indústria de carnes de aves e suínos brasileira espera consolidar sua recuperação em 2019, diante da maior demanda relacionada à peste suína africana no exterior, segundo representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal na quarta-feira (21).

O diretor executivo da ABPA, Ricardo Santin, disse em coletiva de imprensa que o cenário atual é uma “bonança perfeita” para o setor, após a crise enfrentada como resultado das Operações Carne Fraca e Trapaça nos últimos dois anos.

Além da maior demanda internacional relacionada à peste suína, o menor custo de produção e um dólar valorizado tendem a elevar as margens da indústria frigorífica brasileira neste ano.

A maior demanda internacional ocorre num momento em que o alojamento de aves disponíveis para abates no Brasil é o menor dos últimos cinco anos e o de suínos está estável, segundo a ABPA.

A produção doméstica de carne de frango deve crescer 1% neste ano, para 13 milhões de toneladas, e a de suínos, aumentar entre 1% e 2,5%, para 4,1 milhões de toneladas.

Produtores de carne suína e de frango no país estão cautelosos quanto à decisão de investir para aumentar a capacidade de produção enquanto a China não habilita novas plantas brasileiras. A indústria do Brasil também quer evitar um excesso de capacidade produtiva no futuro, quando o país asiático retomar seus níveis de produção.

Ainda assim, o presidente da ABPA, Francisco Turra, disse que a capacidade de produção ociosa na época da crise está agora pronta para ser retomada.

“A indústria está numa expectativa muito boa, tem empresa nova surgindo, construindo uma planta avícola, ampliando. Todo mundo esperando a hora: habilitou, estão prontas”, disse Turra.

A indústria frigorífica brasileira também tem a opção redirecionar produtos do mercado interno para o externo, se os preços internacionais forem melhores.

A falta de produtos em mercados como a China poderia, por exemplo, motivar o país asiático a demandar cortes que normalmente não compra.

“Você já vê uma disputa nas empresas (brasileiras), do vendedor de mercado externo e interno brigando pela mercadoria”, disse Santin.

O preço médio da carne de frango exportada pelo Brasil nos sete primeiros meses do ano já aumentou 4,7%, e a suína teve elevação de 3,2%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Alta nas exportações

A ABPA estima que as exportações brasileiras de carne de frango devam subir entre 4% e 5% em 2019, para cerca de 4,3 milhões de toneladas, e as de carne suína devem aumentar 12%, para cerca de 720 mil toneladas.

Ambos os aumentos são projeções conservadoras, segundo Santin.

Além da demanda relacionada à peste suína africana, a indústria brasileira espera maior procura por carne de frango pelo México, que habilitou novas plantas brasileiras ao final do ano passado, e por Índia, que recebeu o primeiro embarque brasileiro do produto neste ano.

A exportações de carne de frango para a União Europeia também mostram uma “retomada do fôlego”, segundo a ABPA. Além disso, o Brasil voltou a vender de carne suína para a Rússia, que era o principal cliente internacional para este produto antes do embargo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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