Trabalhar em startups requer algumas avaliações na hora de considerar oportunidades

Trabalhar em startups requer algumas avaliações na hora de considerar oportunidades

No primeiro semestre deste ano, as micro e pequenas empresas (MPE) geraram 387 mil empregos formais no Brasil. Por outro lado, as médias e grandes empresas (MGE) acumularam um saldo de somente 5,5 mil vagas.

A leve recuperação do mercado de trabalho, portanto, está sendo impulsionada pelo desempenho das MPE. Dito de outra forma, a chance de uma pessoa ter sido contratada por uma MPE, e não por uma MGE, na primeira metade desde ano é 70 vezes maior.

Essa disparidade nos números vem se repetindo nos últimos anos. Como resultado trabalhar em start-up vem se tornando uma realidade cada vez mais presente na carreira de executivos que antes viam suas probabilidades de carreira muito mais alinhadas com multinacionais e grandes empresas.Neste sentido, nota-se que poucos candidatos sabem de fato avaliar com profundidade oportunidades que surgem nessas empresas.

“Quando falamos de movimentação profissional, a recomendação é clara. Quanto mais estruturada for a sua decisão, menores os riscos de decidir mal”, pondera Rodrigo Sahd, Managing Director da Foursales Group no Brasil.

Pensando nisso, a empresa procurou resumir as seis recomendações formais que seus consultores mais seniores têm dado aos executivos avaliados para compor os quadros de start-ups que são suas clientes. Confira:

O potencial do projeto

Os resultados das start-ups costumam gravitar na lógica do 8 ou 80, o que pode representar sérios riscos para sua carreira se você aceitar uma proposta em uma empresa com tendências a naufragar. Portanto, antes de aceitar a proposta avalie com frieza, profundidade e com ajuda especializada, se possível, os fatores estruturais do projeto e sua perspectiva de dar certo ou errado. Preste atenção, sobretudo, a três elementos principais: estágio do produto/serviço; coerência da proposta de valor; fôlego financeiro do empresário e/ou investidores.

Seu fôlego financeiro

Outro elemento importante a se avaliar é seu fôlego financeiro. Pela natureza do negócio, startups têm um ritmo de mudanças constante, o que em geral torna mais comum mudanças de gestão, fechamento de departamentos, ou seja, demissões. Falando em números, é recomendável ter uma reserva financeira de pelo menos três a seis meses do seu custo de vida antes de aceitar uma proposta neste tipo de empresa.

Qualidade dos executivos e fundadores

Se empresas tradicionais já dependem muito da qualidade de seus executivos para crescer, em start-ups isso é ainda mais importante. Portanto, antes de aceitar uma proposta nesse tipo de empresa tente entender se os gestores e fundadores envolvidos em sua contratação são profissionais com potencial de fazer o negócio crescer e prosperar.

Química com o gestor direto

O fato das startups serem ambientes extremamente dinâmicos a tensão nos relacionamentos interpessoais tende a ser maior que a de uma empresa já sólida, o que faz com que relacionamentos frágeis fiquem ainda mais propensos a serem encerrados. Por essa razão, dedique um tempo maior para avaliar o seu nível de afinidade com seu gestor direto. Uma boa ideia para isso é marcar uma ultima conversa em um ambiente social e não na empresa.

Nomenclatura do cargo

Antes de aceitar a proposta em uma start-up use a prerrogativa de que é muito mais fácil conseguir influenciar a nomenclatura de uma função por lá do que em uma grande multinacional. Ter um cargo que crie coerência com sua carreira certamente vai contribuir para o seu marketing no futuro, especialmente quando se trata de projetos mais dinâmicos como os de start-ups.

Seu momento emocional

Pela natureza do momento das startups, ao trabalhar nestas empresas não é raro passar por períodos em que terá que trabalhar finais de semana e/ou 14 horas por dia. Nesse sentido é recomendado avaliar com cuidado se o seu momento de vida comporta esse ritmo de trabalho e, consequentemente, dedicação emocional realmente alta. Em outras palavras, se estiver em um período de muitas mudanças ou incertezas na vida pessoal, pode ser recomendado preferir trabalhar em empresas com rotinas e expectativas mais claras e definidas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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