Brasil e Argentina lideram a digitalização de impostos

Brasil e Argentina lideram a digitalização de impostos

Como países do mundo estão recorrendo à tecnologia para melhorar a eficiência e a transparência, é interessante notar que 67% dos territórios da América já exigem que as notas fiscais sejam emitidas em formato eletrônico, à frente da APAC (Ásia-Pacífico – 43%) e EMEA (Europa, Oriente Médio e África – 32%). Nas Américas, Brasil e Argentina estão liderando claramente a emissão de notas fiscais eletrônicas.

Estes números são apresentados na nova edição do Índice Global de Complexidade Corporativa – Relatório de Contabilidade e Impostos (GBCI A&T, em inglês), produzido pela TMF Group. O estudo mostra que a digitalização é uma das quatro principais tendências que influenciam jurisdições em todo o mundo a melhorar sua reputação no cenário mundial e sua facilidade de operação. As outras tendências, fortemente ligadas a esses principais objetivos contábeis e fiscais, são a Harmonização; Mudança nas relações entre autoridades e empresas; e a Evolução de políticas fiscais.

O panorama geral revelado pelo GBCI A&T da TMF Group mostra que todas as jurisdições estão competindo para atrair investimentos multinacionais. As jurisdições menores estão fazendo grandes esforços para atrair investidores em potencial, enquanto economias grandes e estabelecidas estão tentando impedir que as empresas sejam atraídas pelos rivais.

Novas tendências

O relatório também aponta para novas tendências na maneira como os territórios alteram suas políticas tributárias. Muitas jurisdições estão ajustando a tributação para criar uma receita adicional ou um alinhamento com as normas internacionais. No Brasil, onde diferentes tipos de impostos são gerenciados por diferentes níveis de governo, há um desafio maior quando se trata de introduzir e implementar uma nova legislação tributária.

Além dos impostos nacionais emitidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, mais comumente denominada Receita Federal (RFB), existem impostos regionais aplicados por 27 estados e 5570 municípios diferentes, cada um dos quais tem suas taxas individuais. Várias propostas diferentes de reformas estão sendo discutidas no Congresso, mas há um consenso de que o número de impostos precisa ser drasticamente reduzido.

Em todo o mundo, vemos pequenos passos em direção à padronização dos princípios tributários e contábeis. No entanto, com base na experiência anterior de legislação supranacional, qualquer que seja a extensão da convergência, a realidade para as empresas é que elas ainda precisarão lidar com diferentes regulamentações em diferentes países. Entender os ambientes de negócios locais deve ser uma das principais prioridades para qualquer multinacional ”, comenta Emine Constantin, Head global de contabilidade e impostos da TMF Group.

Constantin também acredita que a profundidade das variações transfronteiriças afeta não apenas o custo das operações de negócios, mas também determina quais sistemas e processos implementar e os tipos de qualificação profissional necessários. “Apesar da tendência atual de harmonização, o objetivo da conformidade global não será alcançado rapidamente. Até então, as práticas tributárias e contábeis locais continuarão influenciando as decisões de negócios e seus modelos operacionais ”, afirmou.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *