Abimaq debate reforma tributária em Curitiba

Abimaq debate reforma tributária em Curitiba

A Reforma Tributária e os impactos para a indústria foi o tema abordado nesta segunda-feira (21), em Curitiba, pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso Dias Cardoso, durante Encontro de Líderes, realizado na sede da Fiep. O evento reuniu empresários do setor de máquinas e equipamentos e autoridades econômicas do governo estadual.

Segundo Velloso, que também falou sobre o cenário econômico em 2019 e as perspectivas para 2020, reforçou a necessidade urgente de uma mudança no atual sistema tributário, caso contrário não só a indústria perderá competitividade, como também toda a economia brasileira. Na sua avaliação, para o País crescer e modernizar precisa começar pela reforma tributária, embora admita que ela não será aprovada tão cedo.

Para o presidente da Abimaq, o sistema tributário atual, além da alta carga de impostos, impõe às empresas custos adicionais devido à sua complexidade.

Na avaliação de Velloso, a reforma tributária tem que seguir cinco princípios básicos que são a simplificação, justiça tributária, transparência, desoneração dos investimentos e desoneração das exportações.

Após detalhar aos participantes do Encontro de líderes sobre cada uma das quatro propostas que estão em debate para a reorganização do sistema tributário do Brasil, o presidente da Abimaq destacou que todas elas têm em comum a simplificação da cobrança dos impostos e preveem a criação de um fundo de compensação. Pessoalmente, José Velloso acredita que a proposta que deverá ser aprovada é a do deputado Baleia Rossi.

Velloso afirmou aos empresários paranaenses que o avanço das reformas abriu caminho para a flexibilização da política monetária.

A Abimaq apresentou algumas emendas e já conseguiu 170 assinaturas na Câmara. Velloso ressaltou que uma reforma tributária, além de garantir a manutenção da arrecadação atual, tem que simplificar o modelo para reduzir a insegurança jurídica e os custos administrativos, tanto por parte dos contribuintes como do fisco, e aumentar a competitividade dos bens e serviços nacionais nos mercados interno e externo.

Segundo o presidente da Abimaq, a indústria tem hoje uma carga tributária de 46,4% da sua atividade, enquanto que outros setores têm uma carga muito inferior. Na área de serviços, por exemplo, a carga é de 19%”.

Confira as sugestões da Abimaq para a reforma tributária:

TRIBUTOS FEDERAIS

Criação de um IVA-Federal, não cumulativo em substituição aos atuais impostos IPI. PIS, COFINS,
CIDE COMBUSTÍVEIS, SALÁRIO-EDUCAÇÃO,CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL

Incidindo sobre o consumo de bens e serviços nacionais e importados com, no máximo, três alíquotas.

IR – Imposto de Renda:

Incorporando a CSLL na base do IRPJ

Incidindo sobre todos os tipos de renda, sem isenções, com alíquotas progressivas conforme a faixa de renda.

Impostos Regulatórios

Imposto de Importação

A estrutura tarifária do II deve obedecer ao conceito de estabelecer alíquotas crescentes conforme o grau de agregação de valor.

IOF

Para evitar custos financeiros adicionais para as empresas, o imposto de operações financeiras não deve incidir sobre empréstimos e financiamentos.

Imposto Seletivo

Criar imposto de natureza regulatória incidente sobre produtos e serviços considerados de consumo supérfluo ou ostentatório.

INSS

O INSS será custeado pela atual contribuição do trabalhador e por 20% do IVA federal em substituição à atual contribuição patronal.

IMPOSTO ESTADUAL

Criação de um IVA-Estadual, não cumulativo, em substituição ao ICMS

Cobrado principalmente no destino, incidindo sobre o consumo de bens e serviços nacionais e importados com, no máximo, três alíquotas regidas por legislação federal.

Participação no IVA federal, na medida que garanta a manutenção da atual arrecadação dos estados.

IMPOSTO MUNICIPAL

Extinção do ISS que tem incidência cumulativa compensado pela transferência, aos municípios, das arrecadações relativas ao ITR e IPVA, além da manutenção do IPTU.

Transferir para os municípios a arrecadação integral de imposto sobre herança e doações, com alíquota definida por lei federal.

Participação nos IVA federal e IVA estadual, utilizando critérios de simples rateio e de proporcionalidade à população do município, para garantir a manutenção da arrecadação atual dos municípios.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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