Terceirização pode trazer vantagens para os negócios, mas é preciso fazer uma boa avaliação da empresa que será contratada

Terceirização pode trazer vantagens para os negócios, mas é preciso fazer uma boa avaliação da empresa que será contratada

A terceirização de serviços é um assunto cada vez mais em pauta dentro de empresas de todos os setores e tamanhos. Afinal, muitos acreditam que essa modalidade de contratação é mais vantajosa, por oferecer colaboradores mais capacitados a custos menores, livrando a companhia de encargos trabalhistas e de investimentos em infraestrutura.

Entretanto, é preciso entender bem quais são os tipos de serviços terceirizados, os critérios que devem ser analisados na hora de tomar a decisão e as vantagens dessa estratégia.  De acordo com IBGE, em 2018, 22% dos trabalhadores formais eram terceirizados, e a expectativa é que até o final deste ano, esse porcentual seja bem maior.

Eu conversei com alguns consultores de empresas e perguntei a eles qual é o principal motivo que tem levado os empresários paranaenses a buscarem a terceirização para seus negócios. Eles me disseram que no caso da contratação de funcionários é por que ela proporciona uma redução de custos. Afinal de contas, como a contratante não tem relação direta com o funcionário terceirizado, não precisa arcar com gastos do 13º salário, férias e pagamento do FGTS, por exemplo. Agora, esse não é o principal objetivo da terceirização.

Geralmente, quando uma empresa contrata uma terceirizadora, é porque ela precisa que algum projeto ou tarefa específica seja realizada por um profissional que ela não tem em seu quadro de funcionários. Então, além da redução dos custos, o maior benefício está na eficiência do trabalho que será feito.

E é por isso que o principal objetivo da terceirização é proporcionar flexibilidade e agilidade nos processos da companhia.

Mas, a terceirização também tem desvantagens. Em caso de inadimplência da prestadora, a empresa terá que arcar com os custos dos trabalhadores. Por isso, antes de terceirizar é necessário realizar uma análise estratégica sobre as atividades que podem ser repassadas, bem como, conhecer a reputação, a qualidade e o histórico da empresa prestadora.

A melhor opção é procurar empresas que sejam relacionadas aos objetivos e necessidades do negócio e que tenham tradição na área. Além disso, é essencial verificar o histórico de prestação de serviços, avaliar os casos de sucesso e, o mais importante, se certificar de que a empresa não tem nenhum processo em seu nome.

Por último, e não menos importante, é essencial que a empresa acompanhe de perto o trabalho realizado pelo profissional terceirizado, de forma a garantir que o serviço esteja sendo realizado da melhor forma possível ou até mesmo para ver quais pontos podem ser melhorados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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