Cooperação Brasil-China cria demanda por dirigentes internacionais

Cooperação Brasil-China cria demanda por dirigentes internacionais

 A dinâmica das relações entre chineses e brasileiros e os laços econômicos entre os dois países – na casa dos US$ 100 bilhões, anualmente, além das possibilidades de exportação e de investimentos no Brasil, dão origem a uma demanda por lideranças capazes de comandar filiais no exterior. 

A movimentação de executivos, principalmente de empresas brasileiras que pretendem manter operações mais próximas com os parceiros comerciais fora do país de origem, pode ser uma vantagem competitiva e um mecanismo útil para realizar negócios.

Leonardo Dias, CFO Brasil para brand de Systems na IBM, que já passou pela experiência cultural de liderança de equipes asiáticas e interação com CFOs orientais, acredita que criar credibilidade é uma condição necessária para melhorar o desempenho financeiro das relações externas e ampliar parcerias. “Isso muda a forma de fazer negócios da empresa. Você constrói uma relação de confiança com a equipe e isso é transmitido pelo time na hora de estabelecer parcerias internas e externas e aumentar os números da companhia.”

Dias, que viveu como expatriado na Malásia de 2015 a 2017 e foi responsável pela operação financeira de Pricing da IBM Global Financing em 11 países, entre os quais a China, avalia o momento como oportuno para quem pensa em ascender na escada corporativa.

“O profissional que optou por direcionar a carreira para a área executiva e reúne habilidades pessoais como poder de decisão, conhecimento técnico, capacidade de comunicação, torna-se alguém elegível para uma posição no exterior. Também é importante certo nível de ambição, ser flexível e ter um cuidado muito forte com o branding pessoal”, destaca.

Para o CFO, a transferência de país, sendo algo desejado pelo executivo, não deve ser omitida de quem pode contribuir para alcançar essa realização. “É preciso mostrar interesse pela experiência de gestão internacional e disponibilidade para assumir novos desafios. Para isso, o executivo precisa, como antecedentes, estar alinhado às estratégias da companhia e em um momento muito bom de entrega de valor à empresa”, ressalta.

Inserção na cultura oriental

Durante o período que viveu na Ásia, apesar de as negociações serem realizadas em inglês, Dias aproveitou para aprender o básico do mandarim. “O idioma é um plus para quem já conhece outras línguas e mostra, por parte do profissional, que há interesse por aquela cultura, que ele deseja saber mais sobre ela. É uma mensagem que você passa nas relações pessoais com a equipe e com os clientes”, afirma.

Para ele, ainda que o cenário econômico aponte o mandarim como o idioma da vez, o mais importante é a habilidade de relacionamento. “O asiático precisa ganhar confiança para trabalhar em equipe. Uma vez conquistado, ele também possui um senso muito forte de hierarquia.”

No dia a dia, o CFO relata que costumava marcar reuniões no formato one to one e round tables com os funcionários sob gestão. Isso era feito para criar network e as pessoas se conhecerem e entenderem as necessidades da equipe e de cada um, em particular.

Expatriados x Multinacionais

Em multinacionais, é comum o executivo começar como subordinado. Com Dias não foi diferente. A trajetória profissional teve início como estagiário e, hoje, aos 39 anos, ele soma 16 anos de IBM. Ao longo desse período, o CFO, ávido por novidades, conheceu diversas áreas da empresa, acumulando entendimento sobre cada uma delas e competências comportamentais que o levaram a cargos de gestão.

Para as corporações, expatriar funcionários implica em custos adicionais, como aumento de salário, bônus, auxílio para transferência e moradia do expatriado, inclusive, entre outros extras. Isso, no entanto, fica em segundo plano se o retorno do investimento no executivo for algo vislumbrado em um horizonte breve pela empresa.

Depois da experiência, que o executivo considera de grande transformação pessoal e profissional, Dias foi convidado a assumir como head a área de Credit Risk Management da IBM para América Latina, posição que liderou na volta ao Brasil antes de ser novamente promovido para a atribuição que tem hoje, de CFO Brasil da Brand de Systems da IBM.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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