9 dicas para começar a importar ou exportar com segurança

9 dicas para começar a importar ou exportar com segurança

Normas cambiais e fiscais, alfândega, negociações em inglês. Tudo isso pode assustar o pequeno empreendedor quanto aos custos e processos para importar insumos ou exportar seus produtos – mas também pode significar a perda de boas oportunidades.

A boa notícia é que, nos últimos anos, os trâmites burocráticos do comércio exterior ficaram mais simples e já não são um “bicho de sete cabeças”. Em especial, com o Acordo de Facilitação do Comércio, da Organização Mundial do Comércio (OMC), que sugere procedimentos mais simplificados, o Brasil adotou o conceito de single window (janela única), ou seja: toda a informação fica reunida em um único portal (portalunico.siscomex.gov.br). Ali estão também cartilhas com tudo para auxiliar o processo de internacionalização das empresas.

“O empresário brasileiro é muito criativo. Quando ele se informa adequadamente, tem sucesso”, garante o advogado e especialista em Comércio Exterior da Andersen Ballão Advocacia (ABA), Maicon Borba. Porém, seja ao buscar mercadorias para revenda ou ao abrir caminho em meio às vendas internacionais, a maioria dos problemas enfrentados pelo empreendedor esbarra na documentação exigida, no constituição da empresa e na origem dos recursos financeiros.

Quer saber como importar ou exportar com segurança? Estas são algumas dicas que o advogado sugere:

1)     Conheça sua empresa

Investigue sua conformidade fiscal, faça ajustes e saiba qual sua capacidade econômica. Isso indicará quanto e como você pode importar ou exportar. Não deixe de contar com uma boa assessoria nesse processo.

2)     Conheça o mercado externo

 O ideal é viajar antes, conhecer o seu possível comprador ou vendedor. As missões empresariais são uma boa forma de começar, e, em geral, os empresários que buscam conhecer o local onde se encontra o seu comprador ou vendedor têm mais sucesso. Utilize os serviços das câmaras de comércio (Amcham, Câmara de Comércio Brasil Alemanha etc), e informe-se sobre quais são os países de risco e os tipos de mercadoria que as seguradoras não cobrem num eventual sinistro.

3)     Qual produto importar ou exportar? 

Procure um produto de sua área de conhecimento, ou seja: não fuja do seu ramo. Se você é um produtor rural, por exemplo, venda seu próprio produto lá fora, pois você conhece os custos de produção e sabe por quanto vale a pena vender. Se deseja importar para revender, precisa conhecer a fundo seu nicho.

4)     Conheça os riscos. 

O que pode dar errado?  São vários os motivos, desde o não recebimento do pagamento pela mercadoria exportada até a dificuldade da liberação da mercadoria nas alfândegas por conta de documentação incorreta. Nesses casos, é preciso contar com uma boa assessoria antes do embarque da carga.

5)     Para exportar

 Cuide sempre do “antes”: informe-se exaustivamente sobre a documentação necessária. Quais os documentos essenciais para vender lá fora? Normalmente, o Conhecimento do Transporte, a Fatura Comercial e o Packlist regem o processo, mas as peculiaridades de cada país podem exigir outros documentos.

6)     Para importar

 Pesquise a mercadoria e as exigências para sua entrada no Brasil e conheça o tratamento administrativo de cada produto. Por exemplo, um brinquedo precisa ter registro no Inmetro. É um produto exclusivo, regulado, e de quais autorizações ele precisa para ser vendido no Brasil? Se o produto chegar na alfândega do Brasil ou do exterior, qualquer falta de documentos ou de cumprimento de obrigações resultará na demora na liberação das mercadorias – e um significativo aumento de custos.

7)     Cuidado com a revisão aduaneira

Hoje o gerenciamento de risco da Receita Federal libera de forma mais ágil as mercadorias, mas, dentro de cinco anos, os processos podem ser revisados, seja nas questões tributárias ou administrativas. É preciso ter ciência desse risco e procurar mitigá-lo.

8)     Saiba mais do que todos sobre o produto

Formate uma boa planilha de custos, com a ajuda de um despachante aduaneiro ou agente de comércio exterior, do contador, do departamento fiscal ou da contabilidade.

9)     Contrate um tradutor

 Não tenha receio de viajar para uma feira de negócios por eventual dificuldade com o idioma. Contrate um tradutor para  acompanhá-lo. Existem custos que compensam. A comunicação fluente com seus parceiros comerciais é fundamental para a negociação, e a sua presença passará muito mais segurança.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

2 comentários sobre “9 dicas para começar a importar ou exportar com segurança

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