À medida que a epidemia de coronavírus avança, impacto econômico fica evidente

À medida que a epidemia de coronavírus avança, impacto econômico fica evidente
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Além dos impactos na economia – ou justamente por causa deles –, o avanço da epidemia causada pelo Coronavírus pode também promover discussões jurídicas. A avaliação é do sócio da área de Arbitragem e Contencioso do Cescon Barrieu, Carlos David Albuquerque Braga.

“Uma possível discussão será em torno da caracterização de caso fortuito ou de força maior, que são hipóteses que, segundo a lei, afastam a aplicação de penalidades contratuais. Imagine uma empresa que se comprometeu a entregar um produto em um determinado prazo, mas não conseguirá cumprir esse prazo, porque sua matéria-prima importada não foi produzida ou ficou retida no porto de origem em razão de alguma restrição relacionada ao Coronavírus. Esse é apenas um exemplo”, explica Braga.
 
Resultado de imagem para sócio da área de Arbitragem e Contencioso do Cescon Barrieu, Carlos David Albuquerque Braga“No Direito brasileiro, a exclusão de responsabilidades com base em caso fortuito ou força maior está prevista em lei, mas o conceito é genérico. A lei não traz uma lista de hipóteses que se enquadram nesses conceitos. Além disso, é comum que os contatos também tragam cláusulas específicas a esse respeito. Assim, a exclusão de responsabilidades por descumprimento contratual gerado pela epidemia deve ser sempre feita caso a caso a caso”, completa.
 
Cumprimento de contratos

Segundo Braga, a depender da evolução da epidemia, os impactos econômicos decorrentes podem ainda inviabilizar ou tornar excessivamente oneroso o cumprimento de contratos, abrindo a possibilidade de discussão sobre a existência de justa causa para sua extinção ou para a revisão dos termos e condições.
 
“Esse impacto é potencialmente amplo, mas ainda é cedo para estimar seus efeitos concretos. O que podemos esperar é que, se de fato a doença avançar a ponto de gerar uma severa crise econômica, teremos, certamente, um aumento do número de processos tendo por objeto discussões sobre multas, perdas e danos, extinções e revisões de contratos, tanto na esfera judicial, como nas arbitragens”, registra.
 
Risco sistêmico

Executivos e empresários devem estar atentos aos potenciais efeitos da crise global nos seus negócios. “Talvez ainda seja cedo para dizer que temos um risco sistêmico. Mas, pensando em prevenção, talvez seja o momento de tirar seus principais contratos da gaveta, para avaliar suas cláusulas sobre exclusão de responsabilidades em eventos de caso fortuito e força maior, assim como as chamadas cláusulas de efeito material adverso e as cláusulas hardship, que costumam disciplinar as hipóteses de revisão contratual com base em eventos externos”, pontua Braga.

Pessoas físicas à frente das instituições também devem atentar para o efeito do Coronavírus. Administradores de companhias abertas devem informar ao mercado – no tempo e no formato corretos – efeitos que podem afetar decisão de investimentos, como a interrupção da cadeia produtiva.
 
  

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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