Fluxo de consumidores em lojas cai 2,26%

Fluxo de consumidores em lojas cai 2,26%

 O fluxo de visitantes em lojas brasileiras caiu em fevereiro de 2020. É o que mostra o Índice de Performance do Varejo (IPV), realizado em conjunto pela FX Retail Analytics, empresa especializada em monitoramento de fluxo para o varejo, e pela F360º, plataforma de gestão de varejo para franquias, pequenos e médios varejistas.

No total, as lojas do país registraram uma queda de 2,26% no fluxo de consumidores em fevereiro na comparação com o mesmo período de 2019. As cinco regiões tiveram indicadores negativos. O Nordeste e o Sudeste caíram 2,21% e 3,61%, respectivamente. O Centro-Oeste, por sua vez, registrou -3,64%, enquanto o Norte teve -3,84%, e o Sul, -4,19%. 

No comparativo com janeiro de 2020, o índice caiu 14,23% em todo o país. A região Nordeste teve queda de 6,86%, seguida por Sul, com -7,3%; Norte, -8,71%; e Centro-Oeste, -9,19%. As lojas da região Sudeste tiveram o pior desempenho, com -11,79%. No acumulado do ano, contudo, há um leve aumento de 0,66%.  

“Fevereiro contou com uma data festiva para os lojistas brasileiros, o Carnaval. Uma oportunidade de atrair mais consumidores em suas lojas, porém não gerou sucesso, principalmente quando comparado ao fluxo de visitas do mês de janeiro deste ano. Somente o segmento “Beleza” obteve resultado positivo, o que se relaciona com o período de “festas”. Ao comparar com fevereiro de 2019, ano em que o Carnaval ocorreu em março, o segmento “Beleza” resultou queda de 3,57%, “Ótica” -1,99% e “Utilidades Domésticas” -3,42%. Destaque positivo para “Home Center” e Moda, 5,84% e 1,20%, respectivamente.”, explica Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).

Entre os segmentos, os melhores desempenhos na comparação com fevereiro de 2019 foram de home center e moda, que cresceram 5,84% e 1,2%, respectivamente. A categoria ótica caiu 1,99%, enquanto utilidades domésticas e beleza tiveram quedas de -3,42% e -3,57%, respectivamente. 

Já na comparação com o fluxo de consumidores em janeiro de 2020, apenas o segmento beleza teve índice positivo, com 9,86%. Utilidades domésticas teve -6,73%, seguido por ótica, -7,43%; home center, -8,71%; e moda, -11,98%. 

Em contrapartida, vendas registram aumento em fevereiro 

Os dados do IPV mostram que a queda na circulação de consumidores não impactou o caixa dos varejistas. Pelo contrário, o indicador foi positivo na comparação com fevereiro de 2019. No total, as lojas brasileiras tiveram aumento de 22,31% no volume financeiro negociado e de 5,71% no total de vendas. 

Em receita, o melhor desempenho foi das lojas da região Norte, com 32,15%. O Sudeste e o Sul também tiveram aumento significativo, com 27,4% e 23,83%, respectivamente. O Centro-Oeste teve um ligeiro crescimento de 0,64%, e o Nordeste caiu -13,14%. No total de vendas, o Sul cresceu 16,33%, seguido por Norte, com 10,18%, e Sudeste, 6,47%. O Centro-Oeste caiu -11,35%, e o Nordeste, -12,73%. 

Já em relação a janeiro de 2020, os indicadores foram negativos: queda de -3,19% no volume total e de -5,31% na quantidade de transações. Em receita, as lojas do Norte e do Sudeste cresceram 5,98% e 4,2%, respectivamente – já o Sul caiu -13,29%; o Centro-Oeste, -14,79%; e o Nordeste -15,21%. No total de pedidos, Norte e Sudeste aumentaram 2,16% e 1,88%, respectivamente, enquanto que o Centro-Oeste teve baixa de -13,71%, o Nordeste, -15,72% e o Sul, -19,59%. 

“Normalmente, o mês de fevereiro tende a acompanhar os números baixos de janeiro por ser início do ano. Contudo, a celebração do Carnaval no fim do mês ajudou a potencializar as vendas em setores específicos do varejo, ainda mais na comparação com 2019, quando o Carnaval foi no início de março”, explica Henrique Carbonell, CEO da F360º.  

Fluxo em lojas de shopping também cai

O IPV traz os dados do Índice de Visitas a Shopping Centers (IVSC), com fluxo de consumidores nos centros de compra. No total, o indicador de fevereiro de 2020 caiu 5,03% em todo o país em relação ao mesmo período do ano anterior. A região Norte teve aumento de 2,97%, mas o Sudeste caiu -1,23%, seguido por Sul, com -3,2%, e Nordeste, -3,72%. 

Na comparação com janeiro de 2020, o resultado também não é favorável, com baixa de -14,17% em todo o país. Os shopping centers do Norte caíram -7,35% neste período, enquanto o Sudeste registrou -8,56%; o Nordeste, -12,64%; e o Sul, -14,73%. 

“Assim como janeiro, o mês de fevereiro também é historicamente fraco para o varejo brasileiro. Apesar disso, algumas regiões e segmentos ainda  conseguiram números positivos, além do volume financeiro maior. Isso indica que apesar das quedas, o consumo continua crescendo e mostra que, apesar do consumidor estar menos frequente no estabelecimento físico, ele compra mais quando faz esse deslocamento”, explica Flávia Pini, CEO da FX Retail Analytics.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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