Empregos em tempos de pandemia: o que esperar do cenário pós coronavírus?

Empregos em tempos de pandemia: o que esperar do cenário pós coronavírus?

Uma coisa é certa: a Covid-19 modificou todos os planos para 2020 e vem deixando sequelas nos mais diversos segmentos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em pesquisa divulgada no mês de março, a taxa de desemprego no Brasil já atinge 11,6%, impactando cerca de 12,3 milhões de pessoas em todo território nacional. Especialistas, porém, se preparam para um futuro ainda mais alarmante, com expectativas de quadruplicação do número de brasileiros sem um emprego.

É natural que, em meio à tanta incerteza, grandes, médios e pequenos empreendedores, bem como os autônomos, olhem para o cenário econômico com preocupação. Afinal, o melhor método de prevenção do coronavírus é o isolamento e, por consequência, o fechamento temporário dos estabelecimentos. Esse cenário aflora a demissão em massa como uma das principais alternativas para tentar manter as contas no azul. Porém, entendemos que o mundo como um todo mudará drasticamente com o passar da crise. 

Uma das aliadas dos empreendedores e colaboradores neste momento é a tecnologia. Graças à ela, serviços de delivery, por exemplo, crescem consideravelmente em todo o mundo, apontando novas tendências e maneiras de se olhar o mercado de trabalho a partir de agora. Tudo que era considerado urgente no primeiro bimestre do ano, deu espaço para uma nova visão de valor social e gestos interpessoais. Isso se aplica a todo o cenário, mas, principalmente, ao dos empregos informais e esporádicos, como é o caso das secretárias do lar, pintores, limpadores de piscina, entre outros.

Esse segmento estava, de certa forma, desassistido, fazendo com que menos pessoas tivessem acesso às oportunidades de renda extra e, até mesmo, trabalhos regulares. Criar um local que conecta essas duas pontas contribui para que a economia continue em movimento, possibilita que a falta de empregos formais para os 11,6% de brasileiros não seja tão drástica para a população.

O panorama do desemprego no Brasil não comporta mais o tamanho da população que precisa trabalhar, ou seja, a quantidade de empregos não condiz mais com o volume de trabalhadores. Isso fica ainda mais claro quando se analisa o aumento do trabalho informal e dos casos de empreendedorismo. Assim como acontece com os motoristas e entregadores de aplicativo, que atendem conforme a demanda de serviço e não pelo regime CLT, regularizar os demais cargos cria uma demanda positiva para o mercado de trabalho.

A expectativa do mercado após o Covid-19 é alarmante, espera-se que tenhamos mais de 40 milhões de desempregados em todo o território nacional (Fonte: XP Investimentos). Isso é 4 vezes mais do que temos hoje. Precisamos estar prontos para esse pós, ajudar o maior número de pessoas desempregadas organizando  e diversificando as oportunidades para o trabalhador.

O artigo foi escrito por Fábio Ghelfond, que é co-fundador e CEO da TrampaSampa, plataforma de ofertas de trabalho esporádico.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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