Desafios para a captação de Ventures Capital diante da crise econômica

Desafios para a captação de Ventures Capital diante da crise econômica

Assim como em muitos setores, não há dúvidas que o impacto causado pelo Covid-19 e a extensão do isolamento social fizeram com que o mercado de Venture Capital ficasse comprometido. O foco agora para grande parte dos fundos de investimento é apoiar as startups que já fazem parte de seus portfólios. Não há como negar que os processos estão mais lentos!

Segundo estudo do Distrito, empresa de inovação ligada ao ecossistema de startups nacional, apesar do financiamento do mercado de Venture Capital no primeiro trimestre de 2020 ter começado aquecido, com U$$317 milhões sendo investidos no Brasil, esse volume sofreu uma desaceleração significativa no primeiro mês da quarentena. Para se ter uma ideia, do capital que foi injetado durante este ano, apenas pouco mais de US$ 9 milhões, equivalentes a 3%, aconteceram em março.

Diante do cenário de grandes incertezas, inclusive no mercado de capital, é possível perceber que empreendedores se mostram mais apreensivos sobre suas chances de captação para o desenvolvimento de sua corporação. Em meio a uma grande crise econômica que o Brasil e o mundo enfrentam, é difícil imaginar o que fazer para chamar a atenção de um investidor para captar recursos suficientes e escalar um negócio.

Não é novidade que acontecimentos como esses, que envolvem uma pandemia mundial, classificados como inesperados, tendem a gerar grandes consequências tanto para uma sociedade quanto para negócios que dependem de investidores para sobreviverem, como é o caso de startups em early e seed stage que estão em estágio inicial.

Em vista grossa, a perspectiva que tenho é de que ainda no segundo semestre o mercado de Ventures Capital terá pouca movimentação, já que o estudo do Distrito também revela que o volume de investimentos que serão gerados este ano, não irá superar o total de 2019 que foi de US$ 2,9 bilhões. A boa notícia é que muitas coisas podem e devem ser feitas antes de “entregar os pontos” e se desesperar.

Não existe uma fórmula secreta para que uma empresa tenha menor impacto financeiro neste período, mas algumas medidas podem ser aplicadas para que o negócio se mantenha de pé e tenha crescimento, mesmo diante da situação que o mundo vive. O primeiro passo é fazer com que os colaboradores se mantenham engajados, sem deixá-los desmotivados, afinal, um time unido faz uma corporação girar. Em seguida, mesmo que o momento não seja de arriscar tanto, é importante criar um programa de Stock Options ou Vesting que envolvem um plano de opção de compra de ações empresariais com funcionários que são indispensáveis para o crescimento da empresa.

Outro passo a ser dado para manter uma empresa estável durante a crise sem esperar por investimentos vindos de fora é aproveitar o momento oportuno para investir na área jurídica e deixar a “casa em ordem” visando controlar processos judiciais, revisar contratos que geralmente são utilizados com clientes e fornecedores, sem deixar de lado as novas cláusulas que foram geradas durante a pandemia.

O caminho pode ser lento, mas se a empresa tiver foco, aproveitar o momento de crise para organizar seu modelo de negócio, estratégias e deixar o setor jurídico em dia, irá demonstrar num futuro próximo que quer conquistar um investidor e está pronta para receber qualquer tipo de aporte. Fique de olho nas possibilidades!

O artigo foi escrito por Arthur Braga Nascimento, que é CEO da Bonuz – Legal Services e sócio do BNZ. 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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