Como ficam os direitos dos trabalhadores com as novas medidas provisórias

Como ficam os direitos dos trabalhadores com as novas medidas provisórias
Os brasileiros estão há quase dois meses seguindo as recomendações dos órgãos competentes quanto ao isolamento social. Dessa forma, muitas empresas e empregados tiveram que se adaptar para sobreviver tanto na crise sanitária quanto na crise econômica. O governo federal anunciou medidas provisórias na área trabalhista para tentar preservar os empregos e a renda dos trabalhadores.

Uma dessas providências é a Medida Provisória 927/2020 que estabeleceu novas medidas para o enfrentamento do estado de calamidade e a manutenção dos empregos. Essa MP possibilitou o teletrabalho, independente de existência de outros acordos individuais ou coletivos; a antecipação de férias individuais, com antecedência mínima de 48 horas; a concessão de férias coletivas, com antecedência mínima de 48 horas, dispensada a comunicação ao Ministério da Economia e Sindicato; o aproveitamento e antecipação de feriados não religiosos, mediante comunicação com antecedência de 48 horas; e banco de horas, o qual poderá ser negociado por acordo coletivo ou individual formal, com prazo de compensação de 18 meses a contar de encerramento do estado de calamidade pública, o qual está previsto para 31/12/2020 (Decreto Legislativo 06/2020). As medidas previstas na MP 927/2020 aplicam-se aos contratos de trabalho temporário, rural e doméstico.

Garantia de sobrevivência

 
Para Marcos de Abreu (foto), presidente da Employer, as medidas provisórias são importantes para garantir que todos sobrevivam nesse momento turbulento. “Além dos acordos de contrato, home office se tornou uma alternativa para que a empresa continue em funcionamento garantindo o salário do empregado. Ainda analisando as possibilidades, os trabalhos temporários também podem ser considerados uma válvula de escape nesse momento de crise”, explica Marcos.

A MP 927/2020 possibilita, ainda, o adiamento do recolhimento do FGTS das competências de março, abril e maio e a suspensão de algumas exigências administrativas de segurança e saúde no trabalho. Tais medidas têm como objetivo amenizar os impactos da crise para empresas e trabalhadores, sem que demissões e finalizações de contrato sejam as primeiras alternativas.

Outra medida de importante impacto para a manutenção dos empregos é a Medida Provisória 936/2020, que possibilita a suspensão do contrato de trabalho por até 60 dias e a redução proporcional de jornada de trabalho e de salários, a qual poderá ser pactuada por até 90 dias. Em ambos os casos, o trabalhador receberá do Governo o pagamento de um Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda.

“As medidas são fundamentais para amenizar o impacto da crise reduzindo demandas, cancelamento de encomendas e da queda de faturamento que as indústrias vêm passando, bem como assegurar que os trabalhadores possam continuar em seus empregos. É importante que fiquemos atentos às novas legislações e alterações que podem vir a ocorrer”, finaliza Abreu.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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