Ajinomoto desenvolve novo EPI e reduz pela metade riscos de queimadura de trabalhadores

Ajinomoto desenvolve novo EPI e reduz pela metade riscos de queimadura de trabalhadores
Um projeto pioneiro de segurança do trabalho desenvolvido pela Ajinomoto do Brasil – líder mundial na fabricação de aminoácidos e fabricante de produtos como temperos SAZÓN®, sucos MID® e FIT e sopas VONO® – conseguiu reduzir pela metade o risco de queimaduras em funcionários de todas as suas unidades do país. Com pesquisa, treinamento e desenvolvimento de um novo EPI (Equipamento de Proteção Individual), a iniciativa não só aumentou a proteção e o conforto dos trabalhadores como reduziu custos da empresa.

O projeto foi reconhecido com a melhor iniciativa de proteção térmica de trabalhadores do país em 2019, ao conquistar o primeiro lugar da categoria do Prêmio DuPont de Saúde e Segurança do Trabalhador, a maior premiação do país em soluções para a prevenção de acidentes no segmento industrial.

De acordo com Camila Siviero Pagani, gerente de Departamento de Segurança do Trabalho da Ajinomoto do Brasil, o projeto que teve início em março de 2018, foi coordenado pelo Departamento de Segurança, e incluiu funcionários de manutenção elétrica na fábrica da empresa em Limeira (SP). Com os resultados positivos, foi ampliado para as outras quatro unidades da companhia e também para colaboradores da área de abastecimento de veículos, beneficiando 105 trabalhadores de forma direta e 2.800 indiretamente.

“Era utilizada na empresa uma vestimenta de proteção para os funcionários da manutenção elétrica e engenharia composta de 88% de algodão e 12% de poliamida”, afirma Pagani. 
 
“Evidenciamos algumas dificuldades com o procedimento de lavagem e com o desconforto dos usuários devido à gramatura daquele equipamento de proteção.”

Após pesquisas de mercado e testes, a empresa decidiu trocar os EPIs antigos por vestimentas Protera®, composta de 33% de meta-aramida Nomex® e para-aramida Kevlar®, 2% de antiestático e 65% de moda-acrílico. A composição oferece resistência duas vezes maior em relação às vestimentas fabricadas com algodão e náilon.

Dados científicos surpreendem

Pagani conta que um dos principais testes que levaram à decisão da empresa ocorreu no CIB (Centro de Inovação Brasil) da DuPont, em Paulínia (SP), local onde fica o Thermo-Man®, equipamento referência mundial que mede a eficácia de vestimentas de proteção contra dano térmico.

O equipamento submeteu a vestimenta de algodão e o Protera® a quatro segundos de exposição às chamas. Os dados projetaram média de 55% de queimadura para a primeira e de 25% para o tecido da DuPont. “A diferença entre os resultados foi impressionante”, lembra Camila.

Além da maior proteção, a Ajinomoto do Brasil calculou que, com a troca das vestimentas, haveria uma contenção de custos de R﹩ 1.004,84 por funcionário em três anos, um ganho advindo com a redução média de substituição de conjuntos (de mínimo de 8 meses para 36 meses).

O novo tecido também facilitou a higienização das vestimentas. “O antigo EPI possuía um procedimento de lavagem complexo e detalhado”, diz Pagani. “O tecido inerente Protera®, além do procedimento simples de lavagem, podendo ser realizada de forma doméstica, não absorve sujidade por ser antiestático e hidrófobo. Em caso de acidente, o tecido inerente resfria 24% mais rápido que o tecido tratado.”
 

Desafio: vestimenta inovadora

Mas o projeto não terminou por aí. A Ajinomoto do Brasil teve que adaptar as vestimentas aos requisitos da FSSC 22000 – Food Safety System Certification (Certificado de Sistema de Segurança Alimentar), que tem como principal objetivo monitorar a segurança na produção e na distribuição de alimentos.

“As vestimentas não podem ter botões ou bolsos externos acima do nível da cintura, apenas fechos tipo zíper ou botões de pressão são aceitos”, explica Camila Pagani. Para isso, a empresa desenvolveu, com a parceria de fornecedores, uma nova modalidade de vestimenta com o tecido Protera®.

Após testes com funcionários de Limeira, o projeto foi ampliado para as unidades de São Paulo, Laranjal Paulista, Pederneiras e Valparaíso. “Escolher a DuPont foi muito mais do que ter um fornecedor de produtos. Temos uma parceria que, com certeza, será duradoura e pretendemos estender esse projeto aos terceiros e prestadores de serviço que adentram na empresa Ajinomoto do Brasil em uma nova etapa da ação em busca da melhoria contínua na prevenção”, conclui Pagani.

O Prêmio DuPont de Saúde e Segurança do Trabalhador entrará em sua 10ª edição neste ano – as inscrições ainda não foram abertas. Para mais informações sobre a iniciativa, acesse: www.premiodupont.com.br.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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