Pesquisa da Proteste aponta impacto da Covid-19 na vida dos consumidores

A Proteste – Associação de Consumidores – está divulgando nesta sexta-feira (5), os resultados da pesquisa sobre os “Impactos da Covid-19 nas Vidas dos Consumidores”. A pesquisa foi realizada pelo Departamento de Estatísticas do Grupo Euroconsumers, entre os dias 14 e 15 de maio de 2020, em cinco países (Bélgica, Itália, Espanha, Portugal e Brasil).
No país, foram entrevistados 108 consumidores no Estado do Rio de Janeiro, de todas as classes socais, mas se concentrando na classe média, uma vez que as perguntas foram feitas pelo CAWI (Computer Assisted Web Interviewing).
Diante do cenário de pandemia, nos últimos dois meses, os consumidores brasileiros passaram a enfrentar novos problemas decorrentes da pandemia, tal como o desemprego, que já atingiu mais de 12 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a dificuldade de pagar por serviços essenciais (água, luz e gás).
Resultados
De acordo com a pesquisa, a redução de renda profissional (61,8%) e o cancelamento de eventos (41,5%) foram as principais causas da perda de dinheiro em decorrência da crise do coronavírus. Sendo que, a redução de renda profissional afetou em média R﹩ 1.389, 00 dos ganhos dos entrevistados, liderando a lista de principais causas de perdas financeiras.
Despesas essenciais
Dentre as opções oferecidas, os consumidores escolheram parcelas do cartão de crédito (40%), assistência médica (30,9%) e atividades educativas (28,3%) como as despesas que são mais difíceis ou se tornaram impossíveis de lidar.
Despesas como gás, eletricidade e água também ficaram em destaque, com 26,7% dos votos, o que se torna um dado preocupante, uma vez que são serviços essenciais e extremamente necessários para a sobrevivência e bem-estar dos consumidores.
Qualidade de vida
56,3% dos entrevistados consideram que possuem uma qualidade de vida média, 26,4% acham que possuem uma qualidade de vida alta e 17,3% acreditam ter uma qualidade de vida baixa. Apesar de não ser um número alto, chama a atenção, especialmente agora em que as pessoas são obrigadas, por questões de saúde pública, a ficarem em casa.
Economias
Em um país como o Brasil, que não é conhecido por consumidores que poupam, cerca de 59,8% dos 108 entrevistados tiveram que recorrer as suas economias durante a pandemia. Apenas 11% informou que não possui economias.
Tal resultado mostra a importância de guardar dinheiro para situações emergenciais, sendo um bom exemplo a ser apresentado e seguido futuramente, pós-pandemia.
Trabalho
De acordo com a pesquisa, 31% dos entrevistados tiveram alguma perda salarial e 16,2% perderam o emprego como resultado da pandemia. Essa questão foi direcionada para os 92 entrevistados que atuavam profissionalmente antes da crise do coronavírus.
Para conferir o resultado completo da pesquisa entre no site da Proteste: http://www.proteste.org.br








