Cooperativas de crédito se mostram melhor alternativa para pequenos negócios

Cooperativas de crédito se mostram melhor alternativa para pequenos negócios

Um estudo divulgado nesta semana pelo Banco Central (BC), intitulado Relatório de Economia Bancária, revela que as cooperativas de crédito se tornaram uma alternativa mais justa para os pequenos negócios, na hora de obter empréstimos.

O levantamento mostra ainda que, quando as cooperativas oferecem juros mais baixos que os bancos no primeiro empréstimo para atrair novos clientes pessoas jurídicas, sobem os juros mais devagar nas operações seguintes e ultrapassam pouco ou nem ultrapassam as taxas que o antigo banco cobrava. O documento mostra, ainda, que o aumento dos spreads (taxas de empréstimos) nas cooperativas de crédito é consideravelmente menor, comparado aos das instituições financeiras.

Empréstimos aumentam 

O crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) manteve aceleração do crescimento em 2019. O saldo dos empréstimos e financiamentos cresceu 6,5% em relação a 2018, sendo que a razão crédito e Produto Interno Bruto (PIB) alcançou 48% no mesmo período.

Entre as pessoas jurídicas, também houve elevação do saldo da carteira de crédito de 35,2% para microempresas, de 13,7% para pequenas empresas e de 1,8% para empresas de médio porte. Por outro lado, foi registrada uma redução de 4,4% do saldo na carteira de crédito das empresas de grande porte.

“As pesquisas evidenciam que as cooperativas são uma alternativa mais justa para os pequenos negócios e, por isso, o Sebrae atua há quase 20 anos em parceria com os principais Sistemas Cooperativistas Financeiros do país, apoiando o desenvolvimento do segmento e o estímulo à ampliação do número de pequenos negócios associados”, afirma Weniston Ricardo, analista da Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae.

Ele ressalta que o intuito do Sebrae é fortalecer as cooperativas para que sejam uma opção competitiva para as micro e pequenas empresas. “O recente convênio com o Sistema Sicoob (Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil) para uso do Fampe (Fundo de Aval à Micro e Pequenas Empresas) do Sebrae nas operações de crédito com as cooperativas reforça nosso posicionamento”, completa o analista.

Crédito livre

Ainda de acordo com o Relatório, o saldo do crédito livre cresceu 14,1%, e o crédito direcionado reduziu 2,4%. Essa diferença refletiu principalmente nas pessoas jurídicas, cujo saldo apresentou crescimento de 11,1% no caso de operações com recursos livres, e redução de 14% nos recursos direcionados. Na área de microcrédito, o limite de renda para enquadramento nessa categoria foi ampliado de R$ 120 mil para R$ 360 mil, por meio da reformulação do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMO).

Além disso, a reformulação do PNMO procurou remover exigências ultrapassadas e simplificar procedimentos, ampliando ainda mais o potencial do microcrédito. Outras inovações também ajudaram na facilitação do crédito, como a unicidade e a portabilidade do registro dos ativos, a digitalização de títulos de créditos, a utilização de recebíveis de cartão de crédito como garantia. O redesenho do cheque especial e a permissão para estabelecer contratos de financiamento de imóveis indexados a índices de preços também foram apontados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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