Pedidos de falência e de recuperação judicial têm alta expressiva em junho
Os pedidos de falência e de recuperação judicial voltaram a subir em junho em todo o País. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (8), pela Boa Vista, os pedidos de falência registraram alta de 28,9% no mês de junho em relação a maio, enquanto que os pedidos de recuperação judicial aumentaram 82,2%.
No primeiro semestre apenas as falências decretadas registraram resultado negativo, com redução de 14,5% contra o mesmo período do ano passado. Por outro lado, os pedidos de falência avançaram 34,2%, os pedidos de recuperação judicial 32,8% e as recuperações judiciais deferidas 45,3%, mantida a base de comparação.
Da mesma forma, na variação acumulada em 12 meses apenas as falências decretadas apresentaram queda em junho (-6,5%). Já os pedidos de falência subiram 28,8%, assim como os pedidos de recuperação judicial (28,2%) e as recuperações judiciais deferidas (37,4%).

De acordo com os resultados acumulados em 12 meses, apesar das falências decretadas ainda registrarem queda, já se nota um aumento nos pedidos de falências, refletindo as dificuldades que as empresas encontraram em manter suas atividades no primeiro semestre. Ademais, com os impactos econômicos causados pela chegada do novo coronavírus, e como já observado na análise mensal, a tendência é de que as empresas continuem apresentando piora nos seus indicadores de solvência durante o período mais agudo da crise.
Distribuição das falências e recuperações judiciais por porte
As pequenas empresas foram responsáveis por 93,4% dos pedidos de falências e 94,2% dos pedidos de recuperação judicial. Com relação a falências decretadas e recuperações judiciais deferidas, também houve predominância de ocorrências entre pequenas empresas, que responderam por 95,8% e 94,3% dos totais, respectivamente.

Distribuição das falências e recuperações judiciais por setor
Na divisão por segmento da economia, o setor de Serviços, que concentra a maior parte dos pequenos empreendimentos, respondeu pelo maior percentual dos pedidos de falência (40,5%), seguido pelo setor de Comércio (29,8%) e Industria (29,6%). No mesmo período do ano passado, o setor de Serviços respondeu por 42,8% dos pedidos de falência, contra 30,8% da Indústria e 26,4% do Comércio. Para os demais dados, segue o resumo apresentado na tabela 3 abaixo:



