Executivos da América Latina são os mais pessimistas sobre rumos da economia local

Executivos da América Latina são os mais pessimistas sobre rumos da economia local
Os executivos da América Latina são os mais pessimistas sobre os rumos da economia de seus países na crise atual em comparação com colegas das outras regiões do mundo. É o que mostrou a segunda edição do Barômetro Global de Negócios, realizada pela The Economist Intelligence Unit (EIU) com o apoio do SAS, líder global em analytics.
 
De acordo com o levantamento, em uma escala de sentimento que vai de -50 (muito pior) a +50 (muito melhor), os empresários da América Latina classificaram a situação local para os próximos três meses no patamar de -39 pontos, ante -31,7 da média global dos executivos.

A segunda edição do Barômetro Global de Negócios foi realizada com executivos de todo o mundo no mês de maio, e teve por objetivo medir o sentimento sobre os rumos da economia local e global nos próximos três meses a partir dos impactos causados pela pandemia da Covid-19.
 
Sobre a economia global, a pesquisa mostrou que os executivos da América Latina estão entre os menos pessimistas sobre os rumos da crise nos próximos três meses, com -26,5 pontos, ante 27,7 pontos da média global. Em relação à primeira edição do estudo, realizada em abril, também houve melhora no sentimento. Naquela oportunidade, o indicador apontava -37,7 pontos para os executivos latino-americanos, e -39,4 na média global.

O estudo também mediu o sentimento dos executivos sobre o desempenho nos resultados financeiros e volume de investimentos de suas companhias, e qual deve ser o impacto sobre elas. Nesse aspecto, o trabalho mostrou que 66% dos executivos da América Latina preveem que o desempenho financeiro e de lucratividade das suas organizações será mais fraco em comparação aos seus concorrentes nos próximos três meses. Além disso, 56% dos executivos da região preveem que o crescimento de seus negócios e de suas receitas será pior que o dos concorrentes nos próximos três meses.

O estudo também mediu o sentimento dos executivos sobre o cenário atual do impacto da pandemia nos negócios. 64% dos executivos da América Latina estimam que tanto a recuperação da economia global como de seus negócios devem levar de 1 a 2 anos. 72% dos executivos da região afirmaram ainda que suas empresas estão planejando voltar a crescer no próximo ano, e 88% deles acreditam que suas companhias fizeram mudanças importantes no último mês para se recuperar da atual crise.

Atuação das autoridades

O segundo Barômetro Global de Negócios abordou ainda a percepção dos executivos da América Latina sobre as medidas que estão sendo adotadas pelas autoridades e quais deveriam ser as ações tomadas para promover uma maior recuperação da economia. A unanimidade dos executivos da América Latina discordam que seus países estejam preparados para a reabertura total da economia, bem como que suas companhias estejam preparadas para a reabertura total das operações, assim como era antes da pandemia.

Pela ótica de medidas governamentais para promover a recuperação da economia, 78% dos executivos da América Latina dizem querer ver medidas dos governos que promovam estímulos financeiros para os consumidores. Já 62% afirmam que os governos deveriam facilitar as condições de empréstimo. A maioria deles (58%) acredita que os governos devem promover estímulos financeiros para indústrias e setores específicos. Além disso, 74% gostariam que os governos mantivessem as taxas de juros em patamares baixos.

Futuro pós-pandemia

O estudo da The Economist Intelligence Unit também apurou o sentimento dos executivos sobre as mudanças que devem ocorrer após o fim da pandemia da Covid-19. Todos os executivos da América Latina afirmaram que vão limitar as viagens de seus colaboradores após o novo coronavírus ser contido, e 68% disseram que vão melhorar as experiências digitais de seus consumidores.

A pesquisa mostrou ainda que os executivos da região vão buscar cada vez mais tecnologias para ajudar na recuperação de seus negócios. Entre eles, 74% afirmaram que tecnologias de computação em nuvem e Internet das Coisas (IoT) serão as mais importantes na fase de recuperação de seus negócios. E 64% consideram que recursos como Inteligência Artificial e machine learning também terão grande importância nesse processo. Os executivos destacaram ainda tecnologias de mitigação e detecção de fraudes (74%) e gestão e governança de dados (70%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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