Sobras do cooperativismo financeiro movimentam a economia

Sobras do cooperativismo financeiro movimentam a economia
O cooperativismo financeiro tem lições importantes para ensinar, em especial, nesse momento que estamos atravessando. O modelo consolidado há mais de 150 anos demonstra que o pensamento no crescimento e fortalecimento da sociedade, com investimento em educação financeira e numa relação saudável com o dinheiro, são essenciais.
 
O grande diferencial do cooperativismo financeiro está na forma como as pessoas são vistas. Antes de tudo, o cooperado é também dono. Isso significa dizer que ele tem a possibilidade de participar ativamente de decisões que definem ações importantes para a cooperativa. Ele não é apenas um número dentro da instituição, mas sim alguém com voz ativa.
 
Outra vantagem deste modelo é a divisão das sobras, ou seja, o resultado das operações geradas por meio de intermediação financeira, como aplicações, empréstimos e comercialização de produtos e serviços. Estes valores são divididos entre os cooperados de acordo com a movimentação financeira registrada no último período. Na Unicred Coomarca, filiada da Unicred SC/PR, essas sobras chegaram antes aos cooperados.
 
Por meio de uma iniciativa pioneira a Coomarca realizou Assembleia Geral Ordinária virtualmente, devido às orientações de distanciamento social ocasionadas pelo novo coronavírus. Durante a reunião online foram definidas a distribuição das sobras aos cooperados. A medida visa auxiliar às pessoas e a economia local, já que o recurso servirá para fomentar o consumo nas regiões onde vivem esses cooperados e que, como o restante do mundo, sentem os efeitos da pandemia. A Assembleia realizou ainda a aprovação de contas e eleição do novo Conselho Administrativo e Fiscal.
 
A capilarização do cooperativismo financeiro, o fortalecimento da sociedade onde atua, a formação financeira propiciada para todos e a distribuição acertada das sobras são características que comprovam que há muito a ser aprendido com este modelo. Vale lembrar ainda que as cooperativas são instituições robustas e seguras, que atuam conforme autorização e supervisão do Banco Central. Além disso, fazem parte do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito que garante os depósitos e créditos mantidos nos bancos cooperativos e nas cooperativas singulares de crédito em caso de intervenção ou liquidação extrajudicial dessas instituições.
 
O artigo foi escrito por Caio Gualberto, que é diretor de Negócios da Unicred Coomarca.
 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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